Estou chocada com a invasão dos Três Poderes, em Brasília, por supostos bolsonaristas. Acabei de ouvir que mais de um mil e duzentas pessoas já foram presas. Este tipo de ação foge à regra dos patriotas, foi bastante comum no passado, praticado pelos “encarnados”. O futuro vai dizer se este ato de vandalismo que destruiu obras de arte, patrimônio nacional, são de patriotas autênticos ou infiltrados. A histeria coletiva está dos dois lados, e quando o fanatismo domina a mente das pessoas, eles partem para o “o vale tudo”. Sim, estou com medo do que pode acontecer com a nossa Pátria Amada Brasil. E a Imprensa com uma cobertura parcial, pode inflamar ainda mais os ânimos. Isto não é bom! Que Nossa Senhora Aparecida cubra com o seu manto a cabeça destes fanáticos e lhes devolva a razão.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2023
sexta-feira, 6 de janeiro de 2023
Desistência
Lágrimas de desespero, inércia e medo de arriscar diante de uma nova oportunidade são as marcas de minha trajetória profissional e pessoal. Diferente
de muitas pessoas que nasceram em um beco
sem vida, sem esperança e fé, eu vim ao mundo em uma família estruturada,
possuidora de bens imóveis e que me
permitiram estudar até o segundo grau em uma boa escola, porém, não enxergar o horizonte e não esforçar para alcançá-lo,
deixar o desespero ser maior do que a vontade foi culpa minha, somente minha;
eu tinha as armas e não lutei e pior, fiz o que é característica marcante dos
fracassados e incompetentes: culpei os outros à minha volta.
Inúmeras noites passei em claro chorando e ruminando a minha falta de sorte, quando na verdade, eu
que não conseguia agarrar as oportunidades quando elas batiam à minha porta. Eu tive a oportunidade de ser uma
profissional poliglota, paguei inúmeros cursos
de línguas, e é desnecessário dizer que
não frequentei nenhum, que tenho em minha
estante, mais de 400 livros, referente a minha formação profissional, e
nunca me dispus a estudá-los, sequer li
a orelha para ver do que se tratava. O valor gasto em compras de livros que estão
há mais de 50 anos acumulando ácaro e poeira, daria para eu ter realizado o
sonho de minha vida de fazer um cruzeiro internacional.
Existem pessoas que nascem e crescem em um beco sem saída e conseguem
romper o muro sair, crescer, semear, florescer, colher os frutos de seus
esforços, eu fiz pior, além de não
conseguir vencer, consegui estacionar no
lugar em que meus pais me deixaram e aceitei como uma sentença perpétua o meu
lugar de incompetente e não fiz sequer o básico para dar o primeiro passo e avançar um centímetro
e na inércia reside
a diferença discrepante entre o vencedor e o fracassado. Eu acostumei
com o mínimo, em ser humilhada no trabalho por não prestar um serviço de
qualidade, acomodar-se também é uma
maneira de desistir, e eu desisti de mim mesma, não sei em qual momento
de minha, eu esqueci a coragem, o esforço, a determinação e persistência!
quarta-feira, 4 de janeiro de 2023
Perdão Celita
Hoje, dia 04 de janeiro de 2023, Celita está mais viva do que nunca em meu
coração, corroído pelo remorso de como eu lhe virei as costas, sim, virei as
costas, à pessoa que me ajudou de forma totalmente desinteressada. Ela é eterna
para muitas pessoas graças a sua
generosidade, a todos que dela
necessitavam, acolhia-os em sua casa, sem nada cobrar, e hoje, soube que foi
internada
O
inferno é aqui e o inferno tem um nome “remorso” e, por mais que eu seja
solidária com estranhos, que estendo a mão sem esperar recompensa, estas ações não esvaziam o meu coração do
remorso que sinto por ter agido de forma tão infantil e covarde, abandonando a
casa dela, na calada da noite, sem dar uma satisfação. A vergonha que sinto é tão grande, que nem
mesmo, sabendo que ela está com Alzheimer, que não me reconhecerá, não sou capaz de ir visitá-la
para lhe pedir perdão e também para que
ela se sinta amada e que toda a sua
generosidade tenha sido reconhecida.
Segundo a tradição mitológica grega,
em toda a jornada, o herói encontra o
desconhecido enquanto os deus vão sussurrando em seu ouvido que o maior desconhecido a ser
desvendado mora dentro de nós e esta é a viagem mais importante e que necessita de
muita coragem. Aceito que não sou uma heroína porque não consigo empreender a
jornada, dentro de mim, em busca de coragem e gratidão. Celita, peço o seu perdão,
porque eu não sou capaz de me perdoar pelo que lhe fiz.
terça-feira, 3 de janeiro de 2023
Conselhos virtuais
Ontem recebi de um contato uma mensagem que dizia para cuidar dos meus sentimentos quando estivesse sozinho. Confesso que esta doeu no fundo da alma. Quando estou sozinho, o que sinto é um grande vazio interior, parece que há um buraco sem fim, dentro de mim e que nada mais poderá preenchê-lo, já que foi cavado em minha infância, pela ausência de amor materno e quando estou em companhia de outras pessoas sinto apenas tédio, clamo pelo convívio social e não o suporto.
A segunda dica dizia para quando estiver entre amigos, ter cuidado com a língua, que fere mais que uma espada. Este cuidado eu preciso adquirir porque as palavras que saem de minha boca machucam, sou uma alma ferida e tenho necessidade de ferir, mesmo sabendo que não aplacará o meu sofrimento. Ser uma pessoa de pelo menos, um convívio razoável é o que tenho me empenhado faz tempo, mas falar é fácil, mas se libertar de um hábito arraigado, de uma vida toda não é tão simples assim.
Já a terceira dica, esta sim, é realmente um desafio! Quando estiver com problemas, para cuidar das emoções. Uma pessoa covarde, agi com moderação frente aos perrengues da vida, mas,interiormente, rumina mais que um boi no pasto. Fica a remoer o que poderia ter dito, ter feito e principalmente, desejando aos outros envolvidos, todo o azar o mundo.
Nada
mais difícil para a pessoa que é oca por
dentro do que reconhecer que recebeu uma benção do universo. Estar viva já é um fardo pesado demais! Por mais que está
pessoa tenha ciência que o fato de ter
nascido perfeito e com saúde, são duas grandes dádivas, assim,
reconhece somente as conquistas matérias que pode ostentar entre a
vizinhança, luta para ser notado pelo
que possui e não pelo que é, já que o vivente tem a ciência que não foi, não é
e jamais será amado pelo mãe e a culpada
de toda a sua infelicidade na terra é
a sua genitora.
domingo, 1 de janeiro de 2023
Sou minimalista
Sempre sou acusada pelas pessoas de meu convívio que sou uma pessoa racional, que deveria deixar a calculadora de lado e deixar a vida fluir. É bom esclarecer que recebo estas críticas de pessoas que não conseguiram por conta própria adquirir o mínimo que a o ser humano precisa para envelhecer com dignidade: uma casa própria, um convênio médico e um carro. Estão sempre atoladas em dívidas como no nome no Serasa, sempre a pedir dinheiro emprestado e devolvendo compras no caixa porque o cartão já estourou o limite, e com revezamentos de contas pois nunca consegue pagar todas nas datas de vencimento. Eu, que recebo menos, estou com as contas em dia, moro em casa própria, faço uma viagem por ano e se eu quisesse, já teria o carro, estou fazendo um estudo da relação custo - benefício, para ver se vale a pena.
Faço contas sim! Vejo onde posso economizar, sem comprometer o meu conforto. Sei e diferença entre exagero e necessário. A maior lição que recebi sobre econômica doméstica, curiosamente, não veio de um educador financeiro; em um livro, de um Dalai Lama, aprendi a refletir com seriedade sobre o que eu quero e o que eu preciso. Querer, eu quero tudo que é caro, bonito e gostoso. Caro, apenas para ostentar para pouquíssimas pessoas, que sei que são honestas, caso contrário, serei assaltada, então não necessito do objeto de desejo, pois viveria aos sobressaltos, gastando dinheiro em segurança com receio de ter a minha casa invadida Bonito, existem coisas belas, de qualidade e que valem quanto cobram, ao contrário de outras que se paga “marca”, depois desta simples descoberta, nunca mais sofri por almejar algo acima de minhas posses, por impulso ou modismo. Gostoso, nem tudo que tem sabor agradável, é o melhor para a saúde, hoje priorizo procedência e qualidade dos alimentos que consumo e como para viver, não vivo para comer, consequentemente, minha saúde melhorou
Faz tempo que não discuto com pessoas sobre o meu estilo de vida minimalista, vivo com o mínimo possível, porém, com qualidade de vida e conforto. Mudei meus hábitos aproximadamente uns quarentas anos, e aqueles que mais criticaram as novas opções de vida, como dormir e acordar com as galinhas, alimentação saudável, nada de bebidas, cigarros e demais guloseimas, que enchem barriga e não alimentam, estão sete palmos abaixo da terra e as sobreviventes, estão dependuradas nas farmácias populares e do SUS. Já eu, estou com todas as contas em dia, reservas para emergências, com saúde e praticando muita atividade física.
Criaturas infelizes
Na terra, todos os dias nascem crianças e cada uma delas, em uma determinada região que está inserida em uma cultura local arraigada que convive em harmonia com a cultura externa, que adentra a todos os lares graças a tecnologia. Umas chegam ao mundo graças ao avanço da medicina que consegue efetuar uma fecundação in vitro, foram desejadas e mesmo antes de verem a luz, são amadas incondicionalmente pelos pais que lutaram para tê-las; outras pobres e indefesas almas são abortadas pelas próprias mães, que negligenciariam os modernos métodos contraceptivos e não querem assumir a responsabilidade com a nova vida, por inúmeras razões. Outras infelizes, foram permitidas nascer, o que não quer dizer que foram bem recebidas e cuidadas e por toda a vida carregam uma culpa que não lhes cabe: a de ter nascido.
Bebês nascem todos os dias desde sempre, assim sempre foi e sempre será até o final dos tempos da vida terrena. Apesar da gama de circunstâncias em que veem ao mundo, nenhum recém-nascido pergunta se viver vale a pena e se ele é merecedor da dádiva da vida. Ele quer apenas que as suas necessidades imediatas sejam atendidas com rapidez e presteza, caso contrário, haja ouvido para aguentar a choradeira. Alguns são abençoadas, e ao primeiro choramingo, mãos amorosas e voz doce estão prontas para acalentá-los, enquanto outros infelizes, conhecem logo após o nascimento a outra face da vida: não são atendidos quando precisam que as suas necessidades sejam atendidas, e quando o responsável pela frágil criatura de dispõe atendê-lo, maltrata-o e no berço, conhecem a solidão, que será a sua fiel companheira por toda a vida.
Estas infelizes criaturas que os seus genitores apenas permitiram nascer, e não se dispuseram a criaram com amor e carinho, são apenas vistas, nunca ouvidas, são um peso, uma boca a mais para alimentar e tão logo as condições físicas permite, a elas são atribuídas tarefas que deveriam ser de responsabilidade dos adultos, isto na melhor das hipóteses, porque como podes ver, caminhando pelas ruas da capital, muitas estão ao Deus dará, revirando lixo em busca de comida e dormindo na calçada, entregue a divina providência, que também se esqueceu destas pobres e indefesas almas. E na fase da vida que deveria ser a mais bela e feliz, o alicerce da vida adulta é construído apenas com abandono, fome, tristeza, insegurança e medo e com todas estas necessidades não atendidas, elas não desenvolvem a habilidade para identificar um padrão sobre o que merecem e viverão até o final de seus dias em sofrimento.