domingo, 30 de setembro de 2018

Sugestões aos presidenciáveis das eleições 2018

                                         


1-Ampliação das terras indígenas e  preservação da  diversidade da cultura indígena tradicional porque assim as florestas serão preservadas e com elas a biodiversidade de fauna e flora.A manutenção da temperatura e do regime pluviométrico, aumento das reservas de carbono, diminuição do efeito estufa. Os modos tradicionais de vida indígenas beneficiam todo o planeta e merece atenção especial do governo.
Resumindo: Proteger os índios é proteger a vida!;

2- Cortar em 50% os salários e benefícios dos  políticos. Do vereador ao presidente. Acabar com a aposentadoria especial dos políticos, que eles aposentem como todos os brasileiros.
Homem 35 anos de trabalho e 65 de idade
Mulher 30 anos de trabalho de 60 de idade;

3-Dialogar com os líderes religiosos para que elaborarem campanha de preservação  e valorização da vida e  resgates dos valores universais;


4- Não ao aborto! Criação de  campanhas  de controle de natalidade e  entrega a adoção  dos filhos não planejados e simplificação do processo de adoção;

5- Elaboração de projeto exequível   de capacitação e inserção   de pessoas adultas que por diversa razões  estão  fora do mercado de trabalho;

6- Criação de projetos  para combater a desertificação do Brasil, utilizando mão de obra local e  plantas do bioma;

7- Incentivo à cultura local, priorizando as cidades pequenas;

8- Projeto para amparar as pessoas de baixa renda na velhice, como a criação, em parceria com os prefeitos, de  amplos condomínios para idosos, para que possam  plantar pomar, cultivar uma horta e um jardim; abaixa o custo de manutenção e melhora a qualidade de vida dos moradores;

9- Levar campus universitário com cursos de geriatria e fisioterapia para uma cidade pólo, para que  possam atender a demanda dos condomínios de idosos;

10- Incentivo ao pequeno, médio e grande produtor rural, para que os jovens não deixem o campo para se tornarem em desempregados nas grandes  cidades.



sábado, 22 de setembro de 2018

Primavera/2018

                         

        Para as  pessoas que têm dificuldades de apreciar a beleza  e sutileza dos ritmos da  natureza, a primavera é  apenas um fenômeno astronômico que, em 2018, inicia-se no dia 22 de setembro às 22h53 min, No Brasil, no equinócio da primavera  o sol atinge com mais intensidade as regiões próximas à linha do Equador e  o dia tem a mesma duração no hemisfério Norte e no hemisfério Sul e  serão mais agradáveis com uma temperatura amena.  No final  do inverno, os habitantes da zona rural, os poetas e demais amantes da natureza,  mesmo sem calendários e informações da mídia, já pressentem a sua chegada   com as  floradas dos ipês que  lentamente vão  colorindo a paisagem. O roxo é o primeiro a explodir em  flores, seguido do amarelo que encanta os transeuntes, o rosa que fascina e o branco que  induz a  reflexão. Ao apreciar tanta beleza, o lavrador já sabe que é hora de preparar a gleba para o plantio pois as chuvas chegarão em breve.

          Nem todas as  maléficas interferências dos homens conseguiram  interromper  a força viva da terra, que na época certa, faz  desabrochar flores em qualquer fresta  nos centros urbanos e livremente no campo.  O sol vai se inclinando e  os seres    invisíveis das florestas   festejam seguido dos pássaros insetos e  borboletas. É a  chegada da primavera! É o renascer de um novo ciclo de perpetuação da vida.

          Enquanto a terra se colore  e  prepara os frutos  do amanhã, inúmeros pessoas ignoram esta beleza e a importância da vida, continuam cometendo crimes atrozes. A  convivência humana seria bem  mais simples se  as pessoas  fossem capazes de  observar e seguir os ciclos da natureza e renascerem cada vez melhor como  pessoa,  em cada primavera!

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Amiga esquisita

                     

          Ao ser concebida, a criança inicia o seu longo processo de dependência do outro.  Ela depende da mãe para  alimentar-se  e desenvolver  perfeita e com saúde. Tudo que necessita a  progenitora lhe fornece  durante a gestação. Ao nascer, ainda precisa dos  cuidados maternos para tudo e, na adolescência, em  ímpetos  de rebeldia, quando se acredita ser autossuficiente,  e aos gritos, diz aos progenitores que não precisa deles para nada, nunca esteve tão enganada!  Viver só é possível porque existe o  próximo e o distante, que, mesmo indiretamente é tão  necessário quanto à família, os amigos e os vizinhos. Exemplo: Para agasalhar o  corpo, precisa-se do trabalhador rural que plantou, cuidou, colheu e armazenou o algodão.  Dos funcionários dos transportes, das indústrias de tecelagem, fábrica  de costura, lojas de varejo para que o produto chegue até o consumidor, que, para adquiri-lo, precisa de dinheiro, oriundo do seu trabalho, que para executá-lo,  é necessário que haja outra rede de pessoas e produtos, assim, viver é depender do outro,  do nascer ao morrer!!!
          A jovem, que não percebeu que  o ciclo de dependência mútua é real e não fortaleceu laços familiares e de amizade, quando a velhice vai chegando de mansinho, se vê obrigada  a conviver com a  estranheza das poucas pessoas que permaneceram ao seu  lado e são de extrema importância para auxiliá-los  em suas dificuldades típicas da última etapa da vida, quando  os cincos sentidos vitais já estão desgastados. É a fase  do agradecimento! Agradecer a única amiga que a recebe em seu lar e, em média, uma vez por ano, aparece para visitá-la, simplesmente para bater um papo porque os outros encontros são para   acompanhá-la  ao oftalmologista, ao exame de endoscopia e demais     perrengues da idade.   As visitas sempre são traumáticas! As esquisitices da idade! Ela chega de mala e cuia. Com a sua roupa de cama, comida e até água. É uma situação constrangedora para a anfitriã, parece que a hóspede tem nojo de sua casa e suas coisas, mas não  há nada que se possa fazer; em momentos de dificuldades, o orgulho é deixado de lado e os lábios somente conseguem pronunciar um sonoro obrigada!
          Há um ditado popular que diz que:  Colhe-se o que planta. Nada mais verdadeiro! Quem  não semeou companheirismo e fidelidade, manteve bom  relacionamento com os  familiares e amigos  na juventude, invariavelmente, no  final de sua jornada terrena, irá colher solidão e dificuldades para enfrentar as mazelas da velhice e, na impossibilidade de  voltar no tempo e corrigir os erros, somente resta ruminá-los, já que não tem ao seu lado, jovens a quem possa orientar e as lágrimas são doravante, suas fiéis  companheiras.
         

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

196 anos de Independência

                           
Hoje, 07 de setembro de 2018, faz exatamente 196  anos , que segundo a História, Dom Pedro I, às margens do rio Ipiranga, levantou a espada  e   bradou: “Independência ou Morte” e com este gesto corajoso e heroico o Brasil deixou de ser  Colônia de Portugal. Neste dia, nascia-se a esperança  que uma nação corajosa surgiria e com todas as riquezas naturais, haveria alimento para todos. Ledo engano! Mais de 13 milhões de brasileiros passam  fome!
Em quase dois séculos de  Independência, houve grandes avanços, porém, não foram suficiente para sanar as necessidades  básicas do povo: trabalho, moradia, saúde, educação e transporte. Promessas e promessas são feitas   a cada quatro anos,  durante as campanhas eleitorais para a eleição do presidente da nação, são apenas palavras  ao vento.
A mudança se faz necessária, principalmente nos três segmentos da sociedade principais responsáveis pela  formação do cidadão: Família, Estado e Igreja e, principalmente o esforço individual  para construir um mundo melhor. A verdadeira independência acontece com um  amor incondicional ao próximo, a pátria e uma busca incansável pelo saber e um trabalho digno.

sábado, 1 de setembro de 2018

Adeus agosto 2018


          Setembro  chegou e com ele a esperança  que dias melhores virão. O findar do agosto é sempre uma alegria; os ventos  diminuem a velocidade, as superstições  dissipam e  com a despedia suave do inverno, a natureza  vai se colorindo lentamente. É a época de acasalamento e as flores desabrocham  e  saúdam os apaixonadas; o novo ciclo começa.
         Para quem  passou  o  oitavo mês do ano em casa, esperando, o carteiro,   vidraceiro, encanador, pedreiro, eletricista,  a proximidade da  primavera abre uma fresta na janela  do coração de quem apenas viu seus dias passarem no ritmo de  tartaruga. É a vida em toda a sua plenitude.
          Se as coisas não saíram como se sonhou, lamentar   os erros oriundos da inexperiência é sofrer   com  intensidade o fatídico  dissabor ocorrido durante o mês  agosto, que tradicionalmente, é tido como  o mês do azar.  Portanto,  adeus agosto e bem-vindo seja o setembro e com ele a primavera  com flores coloridas, revoadas de borboletas e o alegre cantar dos pássaros.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Cultura empoeirada

               
             Romper com o passado profissional é difícil,  principalmente  para os profissionais do magistério, que levam serviço para casa  e, em virtude da peculiaridade da função, acumulam  excesso de material durante os longos  vinte cinco anos de  árduo trabalho.  A profissão exige aperfeiçoamento constante em conteúdo e   novas tecnologias. No século XX, até a década de 1990, reinava  o mimeógrafo, que pode ser considerado o avô das copiadoras modernas.  Era manual e funcionava com o auxílio de uma manivela. O sofrimento maior era do professor, que  datilografava ou escrevia a prova  em uma folha conhecida  pelo nome de estêncil ou matriz, que continha  um carbono. Com a parte escrita voltada para cima, a folha era colocada no entorno do rolo do aparelho, onde havia um tipo de uma esponja que era  umedecida com álcool e o texto  aparecia do lado oposto da folha, com  aquele cheiro  peculiar de produtos derivados da cana-de-açucar. E o carrossel de slides?  Era tecnologia de ponta e os educandos ansiavam  pelas aulas em que os mestres, apresentavam imagens projetadas na parede. Hoje os tempos são outros! Os  estudantes estão saturados de  imagens oriundas das redes sociais, internet, que sequer prestam atenção quando o mestre  faz projeções.  Ele passa horas, preparando    uma aula  com  imagens em PowerPoint para apresentá-las para as cadeiras. Novos tempos!
                Profissionais da educação tem por hábito carregar qualquer papel que possa  enriquecer a sua fala, melhorar a sua argumentação com a galera  jovem e questionadora. E, assim, lentamente, a estante vai acumulando poeira e papéis. A cada três anos, recebem  coleções de divulgação  das editoras, compram  livros em feiras  e bienais. Quando chegam  o momento  da aposentadoria, o estoque é grande e é preciso   esvaziar as prateleiras. O que fazer com  tanto material?  E assim, começa uma nova jornada, selecionar o que é lixo,  o que pode ser reciclado e o que está em  bom estado para doação. Quais colegas irão receber o material? È hora de sair atrás de profissionais que estão ingressando ávidos de novidades e  experiências.
                Durante a seleção, com tristeza o profissional  percebe que poderia ter feito uso melhor de todo o material  que esperava silenciosamente,  para ser compartilhado com a juventude. Mas ficou ali, parado, talvez porque o professor nem sequer lembrava  que  possuía   ou   o cansaço   sugava toda a sua energia e ele não tinha forças, para enriquecer as suas aulas e, tristemente entrega ao novo dono, que sorri e agradece dizendo que irá usar tudo, mas o veterano sabe que, passado o entusiasmo,  tudo irá para a estante, onde permanecerá por mais vinte e cinco anos. Agora, com as novas tecnologias, é copiar e salvar. Acumular tudo no computador, para posteriormente  enviar à um colega iniciante  ou simplesmente, deletar. E os papéis? Toda cidade agora tem  serviços de reciclagem, o destino certo de tanto saber é o caminhão da prefeitura responsável pela limpeza urbana.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Maria – sem- vergonha de Madagascar


      Acredita-se que seja nativa de Madagascar e como ela chegou ao Brasil, não se sabe. Fato é  que aportou nas  terras do  pau Brasil, se adaptou bem, e alegra casas, jardins, terrenos baldios, calçadas, já que é uma planta rústica, que cresce em qualquer fresta em muros e floresce em abundância, generosamente: flores brancas, rosas. A singeleza das cinco pétalas   transmitem alegria e encantam as pessoas com um mínimo de sensibilidade.
          Seu nome científico  Catharanthus roseus (L.) G.Don, porém,  entre a população é conhecida como:Vinca, vinca-de-gato, vinca-de-madagascar, boa-noite, bom-dia, Maria-sem-vergonha, mulata na sala. Não importa como é conhecida nem de onde veio e, sim, que cresça e floresça, principalmente no cinza das calçadas frias, mostrando ao transeunte cansado, desanimado, que  sempre é possível renascer e florir,  sejam quais forem as circunstâncias.
Bem -  vinda seja  Maria – sem- vergonha de Madagascar!