terça-feira, 27 de março de 2018

Páscoa

                
                           A tradição de se comemorar a páscoa remonta aos povos pagão, que festejavam  o fim do inverno e a chegada da primavera. O  fim dos dias longos e frios partiam e chegam as cores, o calor, o canto dos pássaro, a beleza da revoada das borboletas coloridas. Alegria! Alegria! Posteriormente o povo judeu, após longo e doloroso cativeiro, também tinham  o que comemorar: o início de novos tempos. Os cristão também se renovam nesta data, após o sofrimento do calvário, Jesus Cristo ressuscita: Aleluia! Aleluia! Aleluia!
                Páscoa sempre simbolizou passagem:
Passagem do frio do inverno para  o calor da primavera;
Passagem da escravidão para a liberdade;
Passagem  da vida terrestre  para a  celestial.
              A Páscoa,  para os sofridos brasileiros que lutam anos  para conseguirem  o justo direito da aposentadoria do INSS, suportando o   atendimento  indiferente das Agências, às vésperas da Páscoa  Cristã, receber a carta de concessão do benefício, também,  pelo resto de sua vida, terá muito a agradecer a passagem de uma angustiante  e incerta espera para  o gozo daquilo que   foi duramente conquisto após  35 anos  de contribuição.
              Passagem da labuta para o  lazer!
Aleluia! Aleluia! Aleluia!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Gratidão aos povos indígenas do Brasil


Em terras do  pau – Brasil,
Livres  as tribos viviam,
Até  que a Esquadra de Cabral
Aqui aportou em  meados de abril.
Em nome dos meus antepassados,
Eu peço perdão,
Por tudo que lhes foi tirado,
Acredite, é de coração.
Para  o colonizador,
Mostraram  o seu  valor,
No cuidado com a plantação,
E   no respeito a tradição.
Quero  agradecer,
Pelo grande legado indígena,
Na nova civilização,
Que eles viram florescer.
Na culinária brasileira,
Mandioca, amendoim,  milho e guaraná,
Pequi, açaí  abacaxi e a castanha do  Pará,
O mel de abelha e o uso da peneira.
Na sabedoria dos povos nativos,
Está a fonte que precisamos  beber,
E com eles aprender:
Amar as crianças,
Respeitar os mais  velhos,
As tradições,
Reverenciar e cuidar da  natureza,
Para que a vida floresça.
Não tenho palavras para agradecer,
Aos povos  que tantas palavras,
Ensinaram ao colonizador,
E enriqueceram a língua  portuguesa,
Admiração, gratidão é a  minha  única certeza.



segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O estilingue

                Os cabelos de  João Francisco eram ruivos e brilhavam como raios de sol.  Tinha olhos verdes e faces rosadas.  as  pessoas eram unânimes ao dizer,  ser ele,   o menino mais bonito da cidade, mas ele não ficava vaidoso. Estava acostumando com a beleza,  porque morava em uma mansão, com um jardim  mais belo que os da Babilônia, construídos por Nabucodonosor.   Além de belo, era também rico e inteligente. Segundo diziam os   funcionários que trabalhavam para a família:  uma criança especial, humilde e amorosa,  não tinha em seu vocabulário nem em seu coração palavras como discriminação, rancor, vingança. Nas palavras da babá – Mais parece um anjo que habita entre nós, tamanha é a bondade de  sua  alma jovem.
                Tradicionalmente   presenteia-se as crianças, mesmo as milionárias como João  Francisco. E um tio, voltando de uma excursão, trouxe-lhe um presente inusitado: Um estilingue. O presente  causou  revolta  nos funcionários da mansão. – Tio avarento assim é melhor não ter. Presentear uma criança como a nossa, com estilingue, francamente! – dizia revoltado o jardineiro.
                O presenteado transbordava de alegria! Acostumado  com a tecnologia de ponta, este foi o melhor presente que ganhou em toda a sua vida. A única coisa que lhe deixava insatisfeito e intrigado, é que, pela primeira vez, os filhos dos funcionários mão mostram entusiasmo para  brincar com ele. Como desconhecia  o funcionamento do estilingue só lhe restava  observá-lo,  já que não veio com o manual de instruções, não tinha pilha nem bateria. O tio não tivera tempo de brincar com ele, seus pais se encontravam em uma longa viagem de negócios. O que fazer? Como desvendar o mistério do brinquedo?
                João Francisco lembrou do seu bisavô, um veterano de guerra, ele sim, não conheceria o brinquedo, como também brincaria com ele. Pediu ao motorista para leva-lo à   casa  do patriarca da família. Impossível saber quem estava mais feliz: O  garoto que aprendera a usar o estilingue ou o ancião, que esquecendo o peso dos anos revivia a sua infância. Bom tempos aqueles! O alvo, não poderia ser outra coisa, senão os troféus  que  o bisavô recebera ao longo de sua carreira militar e esportiva. O menino não só aprendeu rápido, como também tinha excelente pontaria. – Honra o sangue dos  Vieiras que corre em  suas veias ! – dizia  cheia de orgulho, o bisavô.
                João Francisco passava horas no jardim brincando, usava como alvo os bibelôs de  bronze, esculturas dos jardins. Retornando de viagem, o  primogênito do jardineiro, um adolescente uns sete mais velho que ele disse: Rapaz, estilingue  não é brinquedo, é uma arma. Serve para caçar passarinhos, coelhos e outros pequenos animais. Usar um estilingue para acertar um pássaro de bronze, é ridículo.
                Tanto falou das emoções da caça, que convenceu João Francisco,  a escolher um alvo vivo. Qualquer um dos pombos do jardim, são tantos que ninguém notará, disse o filho  do jardineiro. Fez uma demonstração, tinha uma péssima pontaria e não acertou. – Agora é sua vez. É fácil, coragem! Mire a cabeça e não erre, como eu.
                Estranho o que ele sentia diante de sua vítima. Um sentimento desconhecido, porém, angustiante: _ Eu o matei por diversão, por prazer. Que direito tenho eu de tirar uma vida? Dizia consigo. Por muito tempo ficou parado olhando a natureza a sua volta. A grama verde, as árvores, flores, as borboleta e os pássaros. Um louva – a – deus pousa em sua mão. Olhando-o João Francisco teve consciência que havida cometido   um crime   ambiental.  Pela primeira vez sentiu remorso.  Novamente, olha a cabeça despedaçada do pombo. Pela primeira vez, lágrimas  brotaram   em  seus olhos verdes, seu coração parecia pequeno para abrigar tanta dor.


               
               


Sobre o sítio turístico que todos gostariam de conhecer

                            
                A consciência da realidade atual  do meio ambiente, nos faz compreender a sua complexidade, adquirir valores  éticos, econômicos e estéticos, que constituem a base de  uma autodisciplina com uma ampla gama de habilidades práticas e eficazes na prevenção e solução  dos problemas ambientais. O meio ambiente diz respeito a todos os habitantes da terra, e sua melhoria exigem a adesão e a participação ativa da população.
                Queremos fazer germinar na mente dos jovens um novo conceito de desenvolvimento que leva em conta as necessidades humanas, que esteja em harmonia com o  meio ambiente. Convidar o jovem a refletir, sobre   a qualidade de vida e sua participação como indivíduo, insistir no valor e na necessidade de uma cooperação mundial, nacional e local é o nosso objetivo principal. Em  virtude disto, colocamos a disposição das escolas, o Sítio dos Sonhos, com exuberante fauna e flora distribuída em 100 alqueires, localizado nas proximidades da cidade da Ilusão,  Estado da Esperança, que fica no país da  Perseverança.
                O Sítio dos Sonhos dispõe de diversas trilhas naturais que atravessam a Mata da Esperança, proporcionando a seus visitantes o contato direto com as belezas naturais ao longo do percurso: árvores nativas, diversas nascentes  d’água, que se unem ao longo do caminho formando córregos e cachoeiras.  Do  mirante Bela Vista, onde crescem bromélias nativas,  avista-se um magnífico vale, lugar ideal para descansar e admirar  o mais belo pôr do sol.
                O sítio dos Sonhos, além de sua área de preservação permanente (APP) possui uma plantação de eucalipto para   fabricação de carvão vegetal, para que  o visitante possa se esbaldar com o churrasco, sem culpa.
                Contamos ainda com uma infraestrutura para atender escolas, onde os alunos passarão um dia agradável,  em contato direto  com a natureza, acompanhados por monitores experientes, que permanecem em contato direto entre si e com a Central de apoio, através do sistema de radiocomunicação.
                O conjunto social dispõe de um refeitório, onde   é servida saborosa comida caseira, salão de jogos, oficina de artes, artesanato e reciclagem;  com atividades variadas de acordo com os interesses do grupo. Também merece  destaque o Espaço Cultural, com exposição permanente; história do carvão vegetal (fotos,  matérias, reportagens), cozinha rural com fogão  a lenha, questões ambientais (fotos e reportagens, fatos  históricos) e a videoteca  que dispõem de um grande acervos de  documentários sobre as principais questões ambientais.
                Aos amantes de esportes, oferecemos um minicampo  de  futebol e quadra de vôlei, ambos gramados, e para quem  gosta de adrenalina (rapel). Todas as atividades de lazer, culturais, recreativas e esportivas ficam a cargo de uma equipe especializada de animadores culturais e monitores esportivos. Cabe a esses técnicos elaborar e executar a programação lúdica ininterrupta, dirigida a todas às áreas de interesses   e faixas etárias.
 Sítio dos Sonhos, bonito de se ver e agradável de se estar!
Carinho e respeito  por você e pela natureza!
“ O  QUE ACONTECER À TERRA, ACONTECERÁ AOS FILHOS DA TERRA” CACIQUE SEATTLE, 1854

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Bom dia, fevereiro de 2018

                         Obrigada janeiro, por todas as  bençãos recebidas. Ao deus  Jano,dos princípios e dos fins o meu eterno agradecimento pelos regalos e um pedido especial: que eu seja merecedora de muito mais, por muitos  janeiros...
              Com  as promessas de alegria e purificação,  fevereiro chegou  sob a proteção da deusa Frebua. Óh! Grande  Deusa, derrame suas bençãos  sob   a terra e faça renascer  a ética,  a responsabilidade e o amor à  pátria,   no coração dos brasileiros.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Doar é melhor que entulhar

                      Que as tecnologias  simplificam o trabalho, encurtam distâncias  não há como duvidar, porém, tudo que é bom, tem o seu lado  ruim: A matéria prima finita e o  descarte que causa  violento impacto ambiental.  Em 26 de fevereiro de 1982, uma sexta-feira, o Jornal: A folha de São Paulo, publicou uma matéria intitulada: “ Sharp Lança o primeiro videocassete doméstico”   Este  lançamento, completará singelos  36 anos e já está obsoleto, não sendo encontrados em lojas, e fitas para alugar ou comprar,  inexistem. Tornou-se peça de colecionadores. E, quando a pessoa, que mora em uma cidade pequena, cuja cultura local   é barzinhos e megafestas, possui um em bom estado de conservação, marca de qualidade,  um acervo de 50 fitas, com temática de alto nível, adequado às pessoas   possuidoras de uma cultura  refinada, decide desfazer destas relíquias? As dificuldades aparecem em questões de segundos. Vender? Quem irá comprar? Valor?  Descartada esta possibilidade  é tentar a segunda opção: doação: Quem irá receber a preciosidade? Os cabos de entrada dele,  são compatíveis  com   o da televisão do receptor? Será que é possível encontrar adaptadores? Onde? E quando, finalmente, consegue um destinatário, é hora de despedir-se daqueles objetos que tanto lhe enriqueceram culturalmente.
Para a despedir e também, atestar  a qualidade do acervo a ser doado, é necessário uma maratona de filmes; um final de semana dedicado a rever  as preciosidade, a começar pela coleção Vídeo,   de incentivo ao turismo  das principais capitais europeias. A doadora, sente um imenso prazer em rever  as belezas e curiosidades da moderna e  tradicional Amsterdã,  cidade que é uma síntese da cultura do país e   mundialmente conhecida pela capacidade de acolhimento à todas as diferenças.
             Lágrimas descem suavemente em seu rosto, ao rever a fascinante beleza de Veneza, a moradia do amor, com suas máscaras   carnavalescas e fortes gondoleiros a transportar turísticas extasiado com o romantismo que exala dos canais, da arquitetura típica. 
                A consciência de que é preciso expandir o  seu  pequeno universo , flui ao rever  a culta e histórica  Berlim, cidade ideal para enriquecimento cultural, lazer e, a  fraqueza dos turistas brasileiros: compras.
                A realização das fantasias de infância, oriunda dos livros de contas de fadas e princesas veem à tona ao rever à   austeridade da majestosa Londres, com a sua troca de guardas impecáveis, uma espetáculo que  jamais será esquecido.  A cidade exala nobreza, elegância e um desejo imenso de passear  em   seus  parques.
                Todos os caminhos levam  Roma,  ou seja, Amor, quando lida de trás para frente, já diz o ditado popular: Uma vida inteira é pouco para conhecer e amá-la.  A cidade eterna encanta  com a sua tradição, seus pormenores,  mil vezes reelaborada  e sempre fascinante; lá repousa o corpo da guerreira de dois mundos: Anita Garibaldi. Ah! Roma, como não sentir por você um amor imenso!
                Durante a maratona de filmes culturais, a pipoca fica esquecida em virtude das fortes emoções despertas pela  caliente Madri, que encanta os visitantes com suas touradas e noites alegres e festivas. Inesquecíveis!
                Mistérios e ciências  se confunde  no país das grandes pirâmides e  da majestosa e enigmática  Esfinge de Gizé. O Egito é um presente do Nilo, disse o historiador  grego,  Heródoto. Cairo! Como não reverenciar o  ancestral lar dos faraós?
                Finda   a coleção de incentivo ao turismo, inicia-se a maratona cultural com os mestres da pintura europeia a começar  com a gloria universal da   pintura espanhola, personificada na pessoa de Velázquez (1599-1660) cuja arte prima por equilíbrio e perfeição técnica.
                O gênio do autorretrato,  o pintor e gravador holandês, Mestre Rembrandt (1606- 1669),  com um estilo artístico pessoal, fugiu sempre das  aparências  das coisas. Fascinante fatura!
                Que olhos humanos podem resistir a claridade da composição das obras de Vermeer
( 1632-1675) sem se encantar? Considerada por vários críticos como   as  mais seletas da  história da arte. É preciso ver para crer, no que um artista com apenas  pincéis e tinta é capaz de fazer!
                  Ele  legou à posteridade, um trabalho impecável, oriundos de sua grandeza técnica   e dotes artesanias aplicados  às suas  pinturas. É admirável como ele conseguiu  descobrir em suas obras o significado e qualidade oculta das coisas.
                Há quem diga que o  polímata Leonardo d’Vinci (14502- 1519) é a  pessoa dotada de  diversos talentos   de  todos os tempos e um pintor incomparável. Legou  à posteridade  as raízes de grandes  invenções  do futuro através de seus  esboços e anotações em escrita reversa,  com destaque para os  desenhos  de   engrenagens  par mergulho submarino, ponte giratória, planador com asas,  canhão de três canos,  parafuso voador,  a cidade ideal,  datação geológica,  o homem vitruviano,  e também, a sua obra mais conhecida : A célebre Mona Lisa. Segundo D’Vinci, suas mãos não  atendiam a agilidade de seu cérebro.
                Durante  a maratona, uma pausa para  a reflexão, a partir da obra do   mestre do grotesco, precursor do expressionismo e surrealismo,  Bosch ( 1450- 1516), cujas obras  parecem janelas abertas ao inferno, e mostra de maneira cômica, a luta  interna do homem, contra os seus demônios.
                O encanto e  a  saudade do campo,  são   despertadas quando aprecia  a obra do mestre Brueghel ( 1525 – 1569).  Seus pincéis  revelam o cotidiano dos camponeses do século XVI, percebe-se claramente o carinho dedicado à aqueles que enfrentam chuva e sol, na labuta diária, e graças a esta dedicação, a comida chega farta à mesa dos cidadinos.
                Após beber na fonte dos gênios da pintura ocidental, a doadora mergulha nas técnicas artísticas, ensinadas por  uma renomada escola de  arte italiana e revê as técnicas de pastel, aquarela e grafite e  faz uma viagem virtual pela Terra Paulista, na região do Vale Médio do Tietê e  Vale do Paraíba,   se emociona com  as tradições da Semana Santa, Romaria de Bom Jesus de Pirapora e muito  mais e, para relembrar os primeiros tempos no magistério, revê aquelas fitas, que no início da carreira, inexperiente, sozinha,  deram-lhe boas diretrizes para seguir em frente.
                Seu coração solitário é invadido por uma saudade imensa da mais paulista de todas as avenidas,  a Av. Paulista, onde  se encontra o maior museus da América Latina, o MASP, ao rever a fita História da Arte – a  partir do acervo do Masp- Idade Média e Renascimento na Itália  e  a outra, que conta a história do Masp, museu fruto da determinação do   empresário Assis chateaubriand, do conhecimento de Pietro Bardi e do pioneirismo  da arquiteta Lina Bo Bardi. Belos tempos em que visitava a Instituição e  desfrutava da agitada av. que não é Minas Gerais, mas quem a conhece, não esquece  jamais.
                As últimas horas da maratona são dedicadas a reflexões sérias sobre a inclusão educacional, a partir dos documentários:
1-      Arte educação- inclusão- possibilidades estéticas na diferença;
2-      Aberturado ano Ibero- Americano das pessoas com deficiência.
Para encerrar, assiste à fita que lhe acompanhou durante décadas, que assistiu inúmeros vezes, e, em todas elas, lágrimas  desciam silenciosas de seus olhos  com a comovente história de amor entre um menino e sua cadela.  O filme: Lassie, com direção de Fred M. Wilcox, é capaz de comover o mais duro dos corações e vale a pena assisti-lo, nem que seja a única coisa poética,  que se faça na vida.
          Após rever todas as fitas,   sabendo que nunca mais beberá nesta fonte, a doadora não está triste, porque entregou  o seu pequeno tesouro a um senhor, um trabalhador rural, cujo sonho de infância era ter um videocassete, e por questões financeira, nunca conseguiu a aquisição. Quanto às fitas, foram destinadas à   sua filha, recém-formada   portanto, debutante, no magistério;  Apenas reflete tristemente, que teve um tesouro em mãos, e não conseguiu fazer  bom uso dele em sala de aula, em prol da ampliação do universo cultural dos educandos; quiçá a recebedora seja mais bem sucedida que eu, suspira tristemente, e com o coração repleto de alegria entrega  a sua riqueza e surpresa! A gratidão tipicamente caipira:  Recebe do destinatário, dúzias do fruto que representa a riqueza do cerrado- pequi.  

sábado, 27 de janeiro de 2018

Resposta ao leitor

                           O desejo de  amar e ser amado é inerente ao  homem, e  quando alguém acredita não ser  importante para ninguém, esta carência, muitas vezes, desenvolve  uma cegueira  crônica,  em algumas pessoas, e  em muitos casos, abdicam de si própria para viver em prol dos outros,  em troca de migalhas de atenção, na vã tentativa, de que: de migalha em migalha, o seu coração solitário seja preenchido. Quanta ingenuidade!
                Dar e receber  é a lei da vida! Preceito este,  deve ser lembrado sempre, porque o  homem é um ser grupal, e para viver, depende do outro. Nesta dependência mútua, faz-se necessário conviver e observar, para saber o quanto  deve ser doado  ao outro, para que haja benefício bilateral. Somente  com o exercício contínuo da  observação,  descobrirá a medida certa, e poder dizer não ou o sim, com firmeza, quando necessário. Como farei isto? Muitos devem estar se perguntando? A resposta é mais simples do que parece. A maneira como a pessoa , age com o outro, agirá com você também, se assim, lhe  for conveniente.
                 Para elucidar esta teoria, oriunda  da sabedoria popular,  tomando como exemplo uma família de seis pessoas: os pais e as quatros filhas. Tendo a mais velha, completado   vinte e um anos de idade, lutando para terminar uma graduação e sonhando por alçar novos voos e sem muita garra para enfrentar as  agruras da vida sozinha, bem distante do lar, agarra-se à barra da saia de uma  parente, a quem diz amar muito, que reside em uma cidade com mais oportunidades de trabalho.
                Para saber a medida certa, do quanto poderá ajudar e se os laços que os une são de amor e companheiros, e não de interesse,  é necessário uma  atenção aos  pequenos detalhes do dia a dia da pedinte, sem perguntas, sem juras de fidelidade  e promessas vãs. Analise:
I-                    Ela  prioriza sair com os amigos?   Com certeza   fará o mesmo com você, controle a sua carteira para não arcar com o divertimento dela, às custas de sua solidão;
II-                  Ela  não leva a irmã caçula para passear? Também não sairá com você, sempre terá  algo mais interessante para fazer;
III-                Ela não lhe telefona, envia mensagem de vez em quando para  dizer que está com saudades e saber como você está?   Pode ter certeza,  que morando na mesma casa, você  arderá em febre e ela não perceberá;
IV-               Você percebe que ela está online e lhe envia uma mensagem, porém, ela leva até dias  para responder? Pode ter certeza absoluta, que para ela, você é apenas  uma pessoa, com possibilidade a fornecer ajuda, não  há um sentimento forte de amor e companheiros, juntos na alegria e na alegria e na dor  é uma ilusão;
V-                 Deve ajudá-la? Sim, na vida precisamos uns dos outros,  apenas não tenha a esperança que receberá  reconhecimento por parte dela. Lembre-se sempre, tudo o que faz ao outro, a ti retorna em triplo, na forma que o universo determinar, no momento em que   você precisar.
Tudo  na vida é uma questão de equilíbrio. É necessário estar de prontidão para ajudar a quem precisa, no exato  momento de sua necessidade, porém, dentro das possibilidades de  cada um, sem a expectativa   se ser recompensado por ele,  e sim,  com o coração  cheio de gratidão a Deus, pela oportunidade que ele lhe deu de estar na posição de ajudar. Estenda às mãos sempre, sem no entanto, abdicar  de  seus  sonhos. Ajude  por  amor ao próximo, ao criador, em não por carência afetiva   e exibicionismo. 
O Universo  sempre recompensa às boas ações!