O encanto da Páscoa não está no ovo de chocolate e
demais alimentos típicos da data, mas no simbolismo de cada um deles, de renascimento de uma situação difícil
para uma melhor, a família unida, lutando e acreditando que dias melhores
virão e que após uma noite fria e escura,
a certeza do amanhecer quente com o sol radiante enviando sua luz para
todos.
domingo, 16 de abril de 2017
Páscoa
Um dos mais belos rituais da Igreja Católica é a
celebração da Páscoa, ritual que comemora a ressurreição de Cristo e sua ascensão
ao céu, ingenuamente, muitas pessoas acreditam estar aí a sua origem. Ledo
engano! A Páscoa, com o significado de “passagem” já era comemorada pelos povos
pagãos a.C, no continente europeu, no final de março, em grandes festas, em
homenagem a deusa da primavera: Eostre, quando passavam do rigor do inverno, para uma estação florida e mais
quente em que a vida na natureza renascia com todo o seu esplendor. Os judeus, após a fuga do cativeiro no Egito, passaram
a comemorar O Pessach, festa em que cada alimento tem um simbolismo que é
repassado tradicionalmente de geração em geração e mantendo viva a fé.
terça-feira, 11 de abril de 2017
Caliandra do cerrado
Quando as
agruras da vida transformar
em pedra o seu coração ferido, troque o seu roteiro de viagem de compras em
New York por uma visita ao cerrado brasileiro, preferencialmente
na primavera/verão quando florescem as caliandras vermelhas, flor bela e deliciada que se destaca na paisagem seca.
Caliandra, considerada por muitos como a flor símbolo do cerrado e que
nasceu para enfeitá-lo; se cortada e colocada em um vaso com água,
morre em poucos minutos. Quanto aos cuidados para cultivá-la em jardins e
praças, não se encontra dificuldades pois é uma planta rústica que não exige
grandes cuidados,mas precisa de no mínimo cinco horas de sol diários. Apreciar
a simplicidade e beleza desta preciosidade da natureza é uma
experiência impar que alivia o coração e eleva a alma.
terça-feira, 28 de março de 2017
Triste sina
O que pode ser
mais triste do que a sina dos trabalhadores do Brasil, quando vão reivindicar
o suado direito da aposentadoria? A resposta mais plausível é a fila do desemprego. Sim! Estes dois fantasmas persistentes,
rondam os brasileiros desde a adolescência.
Quando não é um, é o outro tocando o terror. Muitos entregam a sua alma cansada
ao criador, sem terem usufruído do
benefício de retirar mensalmente de sua conta, seu minguado recurso, que
mal dá para os remédios para amenizar os
sintomas das doenças psicossomáticas, adquiras em virtude do desgaste emocional
na luta para vencer a burocracia e
morosidade do INSS, para a concessão do direito adquirido com muito suor, e, ao
que tudo indica, com Diana não será diferente!
Diana começou
a trabalhar aos 18 anos de idade, recebendo um terço do salário mínimo, sem
registro em carteira, com uma jornada de
oito horas diária, seis dias por semana. Ficou nesta vida durante dois
anos. Enfrentou dois de busca contínua
por uma ocupação e, finalmente,
encontrou a oportunidade que merecia! Um salário mínimo, jornada
quarenta e oito horas semanais, registro em carteira, e contribuição previdenciária,
mas sua alegria durou apenas dois a anos e, mais uma vez, se viu
trabalhando sem pagamento digno e benefícios garantidos por
lei. Mas não desistiu da luta!
Após dois
longos e humilhantes anos, começou a
trabalhar em uma empresa que valoriza os funcionários, foi um período de abundância,
porém, Diana não soube dar valor e
abdicou de todos os benefícios e segurança para investir em uma carreira que,
ingenuamente, acreditava que lhe traria
realização profissional. Foi o começo de seu fim! Nesta nova jornada, sofreu continuamente assédio
moral e outros dissabores. Viu minguando dia-a-dia o seu entusiasmo
profissional e a sua alegria de viver e, quando acreditava, que finalmente, seu
martírio chegara ao fim, teve início outro, a dura e longa jornada para
conseguir se aposentar e se ver livre de uma vez do inferno que é o seu
trabalho.
Lá se vão sete
anos e Diana na luta para cumprir a
carta de exigência do INSS. O desgaste
emocional e financeiro é tamanho que Diana desenvolveu doenças psicossomáticas
e teme não resistir por muito tempo e partir antes de poder finalmente viver tranquilamente, sem
ter que acordar às cinco horas da manhã, com sol ou chuva, calor ou frio. Seus
sonhos são tão pequenos! Acordar sem despertador, não ter que enfrentar ônibus lotado. Aos 65 anos de idade, após 47
de trabalho, ela merece descanso!
domingo, 19 de março de 2017
Trágica festa de aniversário
Os jovens das décadas de 1960,1970 e 1980, acreditavam que sofriam uma repressão violenta porque quando organizavam um baile na escola, com o objetivo de angariar fundos para a tradicional viagem de final de ano, tinham que seguir determinadas regras:
I-Autorização do diretor e apoio do professor padrinho da turma;
II- Autorização dos pais;
III- Em cidades pequenas, em que não havia Batalhão da Polícia Militar, solicitar autorização ao delegado, era de praxe, este, enviava, no mínimo, dois policiais, que eram os primeiros a chegarem e os últimas a sairem.
Menores de vinte e um anos, eram de fato, proibidos de ingerirem bebidas alcoólicas e, ao menor desentendimento, convidados terminavam a noite em uma cela da Delegacia até que os pais notassem a falta do rebento e fosse buscá-lo, porque naqueles tempos, celular não existia e telefone fixo, era privilégio de poucos, assim, o transgressor não podia fazer uso de seu direito de dar um telefonema. Era simples assim!
No final da década de 1980, a transição do Regime Militar para o Democrático, trouxe a falsa ilusão de liberdade individual, do direito de ir e vir do cidadão brasileiro, porém, a realidade é outra. Quando os filhos não chegam em casa, no horário combinado, os pais vão a Delegacia, não mais para buscá-los, mas para registrar queixa de seu desaparecimento e, muitas vezes, jamais são encontrados, outros, com um pouco mais de sorte, são convidados a irem ao IML, fazerem reconhecimento do corpo. Alguns privilegiados, dirigem-se ao hospital para acompanhar o tratamento e autorizar cirurgias e demais procedimentos médicos, como os que Isabel foi submetida.
Com dezoito anos completos, Izabel foi convidada para a uma festa de aniversário de umas amigas., na qual, o convite era indispensável e, bem claro, "só para convidados" As aniversariantes alugaramm um salão de eventos, na periferia da cidade, por ser mais barato. Espaço simples, com a documentação em dia, segurança e brigada de incêndio. Por volta da meia-noite, quando a maioria dos convidados estavam chegando, apareceram quatro penetras, que insistiam em adentrar. Ao receber o "não", dos seguranças, sacaram e descarregaram suas armas, ferindo o segurança e mais três pessoas. Izabel foi uma das vítimas das balas perdidas. Ferida no joelho, teve sua perna direita amputada entre outras sequelas. Ela queria apenas comemorar, divertir!
E os responsáveis por esta tragédia? Estão soltos, cometendo outras atrocidades e a população de bem, aterrorizada em suas casas. Onde está a justiça social? E os Direitos Humanos das famílias honradas, trabalhadoras?
domingo, 12 de março de 2017
Ostentação
Entrar na igreja de véu e grinalda é o sonho da maioria das noivas e de muitos pais que almejam participar do tradicional ritual e entregar a filha de branco, ao genro. Economizam durante anos, fazem dívidas para arcar com os custos abusivos do buffet, da cerimônia religiosa, dia da noiva, lembrancinhas, fotógrafos e muito mais. Isto é maravilhoso, pois somente a pessoa sabe o real valor de seu sonho e quanto sacrifício é capaz de fazer por ele.
Aparentemente a Cerimônia de enlace matrimonial do casal Canabrava estava perfeita, desde chegada da noiva em uma limousine branca, a entrada triunfal ao som de cornetas tocando ritmos militares até o farto e requintado buffet. Porém, a separação dos dois já era assunto entre convidados, em virtude do contraste da ostentação da noiva e a simplicidade do noivo, que, todos já sabiam, estar com vários títulos em protesto. Desde que a pediu em casamento, ele viu suas economias desaparecerem à velocidade da luz. Como a paixão cega, o infeliz não percebeu ainda que está fazendo um investimento de alto risco e a solidão e as contam esperam por ele,calmamente, tão logo retorne da lua - de- mel, para mostrarem a que vieram.
Infelizes aquelas que almejam um casamento de princesas e não podem arcar com os custos, fazem dívidas exorbitantes que comprometem o futuro do casal levando-os a separação, pois é sabido que quando as contas entram pela porta, o amor voa pela janela e o paraíso torna-de o Inferno de Dante Alighieri e os sonhos a dois, docemente acalentados desaparecem em milésimos de segundos.
sexta-feira, 10 de março de 2017
Aniversário
Oriana
sempre imaginou que deveria ser uma alegria imensa receber parabéns no dia do aniversário. Ser
lembrada espontaneamente, quando a pessoa amiga ou parente, teve o
carinho e o cuidado de anotar em sua agenda, esta data importante e logo pela
manhã, telefonar cumprimentando e desejando milhões de felicidades; bem diferente
dos cumprimentos virtuais, aqueles escritos por educação, já que o facebook encarregou-se de comunicar aos distraídos. As
redes sócias aproximam pessoas, encurtam
distâncias e esvaziam sentimentos
reais entre as pessoas. No círculo de amigos, quanta vez se escreveu “Parabéns!” e sequer lembra, de
fato, quem é a pessoa e ela apenas curtiu, porque também não recorda, reflete.
Existem alguns privilegiados, que organizam online, uma festa surpresa,
comparecem, leva um mimo, porém, não se fazem presentes, porque está com
o amigo inseparável, o celular e, priorizam o contato virtual e não aproveitam
a ternura que somente a presença real pode proporcional.
Oriana nasceu em uma família numerosa e nunca recebeu sequer um bolo
simples, de fubá mesmo, sem cobertura, nesta data especial. Antes da
idade escolar, não sentia falta porque desconhecia esta celebração, mas, o
contato com diferentes crianças, despertou-lhe um imenso desejo de ser
lembrada, pelo menos, no dia de aniversário! Assim que pôde, anotou
a data dos pais e irmãos, fazia o bolo, uma lembrancinha,
porém, no seu dia, ninguém lembrava sequer, de dizer parabéns
para você darem-lhe um abraço carinhoso.
Décadas passaram sempre esquecida, cansada de se
fazer ser lembrada, Oriana optou pela política da reciprocidade, ou seja,
"tratarei a todos, como tratam-me." Em menos de um ano, perdeu
contato definitivo com a família e, somente então, compreendeu que a pior
solidão é a coletiva, é você estar entre os seus e ser ignorada por eles. Desde
então, em seu aniversário, sem dizer a real motivação, convida
os amigos para uma comemoração em celebração à vida, e assim, de
uma maneira peculiar, realiza o sonho de infância de comemorar o aniversário em
volta de uma mesa farta.
quarta-feira, 8 de março de 2017
Março, mês das guerreiras
Na tradição dos antigos romanos, março
era o primeiro mês do ano, dedicado ao
Deus guerreiro Marte. O calendário mudou, agora é o terceiro mês do ano, e no século XX, o dia 08 foi decretado como o Dia Internacional da
Mulher. É um grande avanço, graças as lutas das feministas que desejam apenas que todo o mulherio do mundo
possa ser respeitado como uma criatura de deveres e direito, com capacidade e força para
conduzir o seu destino, gerando, parindo e educando
as novas gerações, e não um objeto de troca, uso e descarte fácil.
Sobre
os ombros destas guerreiras, a maioria arrimo de família, recai, prioritariamente, a
responsabilidade do cuidado com as novas
gerações e, elas têm demonstrando
capacidade para o acumulo de funções:
trabalho fora, em casa, maternidade. Quando derrotadas, levantam com mais
garra e se a prole corre perigo, lutam
como leoas defendendo as crias. Infelizmente,
existem aquelas que não conseguem
assumir todas as
responsabilidades e aqueles lindos bebês que uma dia acalentaram
em seus braços, acabam-se tornando verdadeiros monstros capazes de cometerem as
piores atrocidades. A culpa é unicamente da mãe?
O
Dia Internacional da Mulher, é uma data para homenagear e também, para reflexão e discussão sobre a responsabilidade da maternidade e como ajudar aquelas que, for algum motivo,
não conseguiram formar seres humanos melhores. Elas não devem ser condenadas,
julgadas, mas apoiadas, orientadas. É
uma data propícia para cobrar dos órgãos competentes, projetos exeqüíveis que dêem
oportunidade a todas as mulheres de desenvolverem o seu potencial criativo, materno
e laboral. Março mês dedicado ao Deus da Guerra, na
mitologia romana, atualmente, é dedicado as verdadeiras guerreiras do mundo
moderno, as mulheres!
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