sábado, 14 de janeiro de 2017

Cachorro, cano e crianças

                    
            Os síndicos e zeladores são unânimes ao afirmarem que os três principais problemas em  prédios residências começam com a letra C. São eles: Canos - problemas  com  vazamentos  em canos causa  transtornos ocasionais e, que além dos problemas acarretados aos moradores, com a falta de água, já quem em situações assim, o registro tem que ser fechado, a contabilidade também é atingida em virtude da compra de material para o reparo e a contratação de encanador.
            Crianças -  É sabido que para o desenvolvimento saudável  os pequenos precisam de espaço para correr, brincar, cair e levantar, porém, muitos edifícios não dispõem de área destinada ao lazer infantil e síndicos, zeladores e demais funcionários são sobrecarregado com  as reclamações dos outros condôminos e  as mais comuns são: Música no último volume,  gritos, brigas, jogo de bola, dentro do apartamento. E, nas dependências  os problemas continuam: Tocam as campainhas, correm pelos  corredores e escadas,  fazem do elevador pula-pula, riscam carros, esvaziam pneus, e muito mais. As dificuldades de convivência não são minimizadas quando as queixas chegam aos pais, porque, estes não acreditam nas peraltices dos filhos e, assim sendo, não os orientam quanto a importância das regras de boa convivência e os problemas  continuam para o desespero do zelador.
            Cachorros - Nem todas as pessoas apreciam a companhia dos caninos, uns tem medo, outros alergia e os demais, simplesmente, preferem  conviver somente com a sua espécie, e não existe nada de errado nisso; as diferenças de gosto e opinião é que dão colorido à vida.  Parece simples  mas não é, já que os proprietários dos animais têm certa dificuldade de entender que as pessoas são diferentes e impõem a presença de  seu bichinho  de estimação sem se preocuparam  com a natureza da espécie e suas necessidades fisiológicas.
            Moradores de prédios pequenos, sem síndico e zelador, são os que mais sofrem com os cães dos  vizinhos. Ao abrir a porta da sala pela manhã, já encontram o território todo marcado, sem falar no cheiro forte de urina e fezes. As reações são diferentes: Uns apenas ignoram e seguem o seu caminho irritado e vão reclamar com os colegas de trabalhos. Outros  tocam a campainha do proprietário e os outros moradores são despertados ao som de vozes alteradas. Existe também aqueles que  procurar resolver o problema pelo lado mais prático. Recolhe a sujeira, joga água e desinfetante no corredor e  tem prejuízo dobrado, o custo com material de limpeza  específico, e o desconto  no salário porque chega atrasada ao trabalho.
            Dos três problemas, o  mais difícil de se resolver é o de canos, já que envolve profissionais especializados e dinheiro, nem sempre disponível no caixa do condomínio.  Os outros, seriam fácil, se país e proprietários de animais  entendessem que o direito deles termina quando começa o do outro. Latido de cachorro, choro e risos de criança, são inevitáveis e merece compreensão de todos, porém, traquinagens  de meninos mal educados e  dejetos de animais,   ninguém merece!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O Caso trágico do filhote de urubu

                       
            Quem convive com crianças e adolescente sabe que a última moda, nas escolas públicas   são os projetos de meio ambiente, visando conscientizar a garotada da importância  da natureza e  da responsabilidade  de todos para a garantia da qualidade de vida de seus descendentes e dos descendentes  de seus descendentes. A molecada  saem às ruas pedindo garrafas pet, latas de refrigerantes, cervejas, embalagens longa vida, revista  e jornais, para trabalhos escolares ou para vender e arrecadar dinheiro para grafitar o muro da escola, por exemplo. Louvável!
            Moradores das proximidades das escolas, sem filhos em idade escolar, e envolvimento com os projetos, têm o distanciamento afetivo e discernimento necessário para analisar estas iniciativas de  maneira objetiva e realista e, podem afirmar com propriedade que o distanciamento entre teoria e prática é de milhares de anos luz em muitas escolas.
            Geralmente, na culminância do projeto, as famílias, imprensa e a comunidade  em geral, são convidadas e, apesar  dos discursos sobre a importância de preservar o meio ambiente,  o espaço físico da escola  mostra o contrário. As paredes estão sujas, rabiscadas, cadeiras quebradas e escritas, com caneta e até corretivos, banheiros  danificados,  lixo no chão e o pior, usam excesso de material, para dizer que é preciso reduzir o consumo. No decorrer do ano, os vizinhos  presenciam outros distanciamentos  entre discurso e prática, como  o caso do filhote de urubu.
            Em uma escola, com o muro grafitado, cujo tema era: “Preservação da Natureza” ninguém sabe como, apareceu um filhote de urubu, que ainda não sabia voar, no estacionamento da escola. E estranhamente, não recebeu  a atenção devida, por ser um ser vivo, indefeso e essencial, porque  são os melhores faxineiros da natureza. Sem eles, doenças decorrentes da  lenta decomposição de animais mortos, propagariam com rapidez prejudicando a todos os animais  silvestres  e domésticos, inclusive os seres humanos.
            A história do visitante inusitado  e a providência da escola se espalhou rápido. Telefonaram para a Polícia Florestal buscá-lo. Dizem, que ela pediu que alguém o entregasse  na Sede e está providência não foi tomada e o pobre filhote morreu de fome, sede e medo. O corpo docente e discente fala, em preservação, porém, delegam a  tarefa somente aos Órgãos Públicos e, quando apareceu a oportunidade, de ensinar  com a prática, infelizmente, os educadores ignoram a máxima popular “ Os exemplos falam mais do que as palavras”. Se, com a ajuda de alguns alunos, um professor tivesse pegado o filhote com cuidado, e  entregado-o a uma Instituição especializada, teria tido uma atitude responsável, que os educandos iriam reproduzir em suas  vidas e repassá-la aos seus filhos e netos, afinal, palavras o vento leva  e os exemplos se  assimila e pratica. Faltou atitude!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Políticos e eleitores

                   Se fosse de interesses dos políticos brasileiros trabalharem para melhor à Saúde Pública brasileira, eles procurariam  uma Unidade de Pronto Atendimento ( UPA) e constatariam que de  pronto, somente  o nome porque os pacientes esperam em média oito horas para serem atendido, em casos simples, como torções, gripe, sinusite etc.
            Além de sentir na pele,  a demora no atendimento, eles ainda teriam a oportunidade de conversar com  os seus eleitores, de igual para igual, uma vez que todos estariam na fila de espera para atendimento médico,  passando mal, muitas vezes com fome e sozinhos.
            Durante a longa espera, ele poderia ouvir  o lamento de um trabalhador rural, com mais de 75 anos de idade,  que  começou a labuta com a enxada nas mãos  aos sete anos de idade, debaixo de chuva  fria ou sol escaldante e, em virtude dos baixos salários pagos  na zona rural, sequer conseguiu comprar um  casinha modesta, na periferia, para  o repouso do corpo cansado e sem força na velhice.
            Sua energia ficou na saca de feijão, arroz, milho, café que alimentou do mais pobre ao mais rico do país e, agora,  com tantos janeiros nas costas, com uma pequena aposentadoria que mal dá para o sustento da casa, quase tem que implorar por atendimento médico  e remédios de amostra grátis,  porque nas farmácias públicas, estão sempre em falta e com a renda mensal que tem, ou compra comida e paga o aluguel ou avia a receita. Escolha difícil!
            Se os políticos brasileiros  sentissem na pele, a dura realidade dos  idosos, ouvissem de coração aberto a história de suas vidas permeadas de  muito trabalho e carestias, talvez  criassem políticas públicas  que propiciassem a todos uma vida digna, na qual, a aposentadoria do trabalhador rural  desse  para suprir as necessidades básicas de moradia, alimentação, saúde e até lazer.   Aquele  que trabalhou na lavoura, alimentou milhares de  pessoas e, na velhice,  passar fome   é uma  vergonha nacional! 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

The Voice kids

             
            Dia 08 de janeiro de 2017, iniciou a  segunda temporada do The Voice Kids  sob o comando de André Marques, que se saiu bem, porém  o carisma e a  doçura do Tiago leifert  deixou  saudades imensas  nos telespectadores  e a esperança de que ele  assuma a terceira temporada. Foi um espetáculo de  talento, emoção e fofura!
            As  treze crianças  que se apresentaram, mostraram a que vieram: surpreender os  adultos esbanjando técnica vocal, repertório de qualidade, domínio de palco, beleza, simpatia, simplicidade e carisma.  Enquanto alguns  pais, educadores, algumas mídias estão oferecendo às crianças, músicas com forte apelo sensual entre outras influências impróprias à idade,  a produção do The Voice Kids, 2ª temporada, jurados e demais envolvidos chegou para engrandecer a cultura musical brasileira. O telespectador pode apreciar meninas e meninos, menores de quinze anos cantando com maestria, canções que fizeram sucesso nas vozes de grandes intérpretes, com destaque para:
Elis Regina e Tom Jobim: Águas de março;
Elis Regina; Maria, Maria;
Nalva Aguiar: Beijinho doce;
Roberto Carlos: Splish Splash;
Victor e Léo, Michael Jackson   entre outros grandes sucessos.
            Desde a mais tenra idade as crianças estão expostas a  todos gêneros musicais, e a maior influência  vem das mídias modernas: rádio, televisão, internet e cabe aos responsáveis pelos menores, filtrarem o que é adequado à   faixa etária  e que irá contribuir de  maneira positiva na formação da identidade do menor porque, com bem disse Éça de Queiroz (1845-1900) “ São os hinos que fazem as revoluções!”

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

É preciso praticar

      Na infância, as crianças cristãs começam a frequentar  os cursos tracionais de sua igreja, e a elas, são transmitidos os 10 Mandamentos da lei de Deus, conhecido também como Decálogo, Tábuas da Lei. Pela fé, acredita–se que este conjunto de Leis, foi escrito por Deus e entregue à Moisés no Monte Sinai. São eles:
I-                 Amar a Deus sobre todas as coisas;
II-              Não tomar seu santo nome em vão;
III-          Guardar domingos e festas de guarda;
IV-            Honrar Pai e Mãe;
V-               Não matar;
VI-            Não pecar contra a castidade;
VII-        Não roubar;
VIII-     Não levantar falso testemunho;
IX-            Não desejar a mulher do próximo;
X-               Não cobiçar as coisas alheias.
       Se estas  dez regras fossem  praticadas à sério,  viver seria simples; brigas familiares,  revoluções e guerras, simplesmente não existiriam. Mas a realidade é outra,  seres humanos se  matando, com requinte de crueldade,  tendo como vítimas até bebês inocentes.
      A  família e a igreja estão falhando na transmissão  destas dez regras  básicas de convivência harmoniosa. É difícil acreditar, mas o noticiário tem provado diariamente que até um dos mais simples e fácil de cumprir:                “ Honrar pai e mãe” não está sendo cumprido. Filhos agredindo verbalmente e fisicamente e até assassinando aqueles que lhe deram à vida, e por motivos banais. Em algumas famílias, crianças com  uns sete anos de  idade, já tem como meta de vida, conseguir um  emprego,  atingir a maioridade e mudar para bem longe de seus progenitores e, muitos  o fazem, sem remorsos, acreditando estar dando adeus a uma vida em que desconhecia  a alegria e o companheirismo; sem negar, em que todas as noites,  ia dormir  de barriga cheia em uma cama  macia e quentinha.
        Longe do lar de origem,  com a vida estabilizada, muitos sequer, lembram da infância e adolescência  junto com os país. Outros têm vaga memória e sentem certo desconforto por não conseguirem sequer,  telefonar para os  pais em datas significativas como  natal, aniversário e outras. Eles têm recursos para isso, porém, a mágoa é maior do que o amor e o dever para com aqueles que lhe deram a vida e  dedicaram anos à sua criação. Tanto a família quanto a igreja devem  encontrar uma maneira de  ensinar  o Decálogo de maneira que tenha uma prática eficaz, para o bem de todos.




segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Dia do Fico

                             
            No dia 09 de janeiro de 1822, Dom Pedro I (1798-1834)  príncipe-regente do Brasil, que era na época um Reino Unido a Portugal e Algarves; pronunciou a célebre frase que fez com que esta data ficasse conhecida na história brasileira:  "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico”. A história prova que ele  ficou e, em 07 de setembro de 1822,  proferiu  o famoso grito: “Independência ou Morte!”  às margens do rio Ipiranga, e consolidou a Independência brasileira.  O monarca administrou o país durante dez anos e, segundo alguns pesquisadores, seu maior legado foi ter garantido a integridade territorial nacional.
            Dom Pedro I ficou,  garantiu a integridade territorial, proclamou a  Independência do Brasil, porém, não conseguiu acabar com a desigualdade social e a miséria crônica, que perdura até hoje, independente do governante; e não condiz com a realidade geográfica, já que é um país com  grandes extensões de  terras aráveis, rico em água potável e biodiversidade.
            Se a terra tem condições de alimentar todos os seus filhos dignamente, faz-se necessário, um esforço conjunto da família, igreja, escola e poder público,  para a formação de seres humanos melhores, comprometidos uns com os outros  e com o meio ambiente. A exemplo de  Dom Pedro I, que  optou por ficar, visando o bem estar  da nação, o povo brasileiro também deve priorizar o coletivo e permitir a permanência no poder, somente dos políticos comprometidos com a soberania nacional, com os  seus eleitores,  e fiéis as promessas de campanha, que nunca mudaram: saúde, educação, trabalho, moradia e transporte de qualidade para todos. Em um regime democrático, o povo  é   portador da arma mais eficaz: o voto.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Senhores políticos, adotem um aposentado

                     Não é novidade para ninguém que  os  salários dos políticos brasileiros  competem com os dos países do primeiro mundo e que  o salário mínimo é de míseros R$937,00 /2017; e o assunto exaustivamente divulgado pela mídia é  a reforma da Previdência e a possibilidade de que, em um futuro próximo, ela  não conseguirá arcar com os custos das aposentadorias.
            Diante da  perspectiva da quebra da Previdência, o ideal, seria que cada político, eleito  pelo voto popular, pensasse em seus eleitores  e repassasse  ao INSS,  um pouco do seu altíssimo salário para ajudar aqueles necessitados que contribuíram para que alcançasse o sonho de ser político e trabalhar pelo povo. Esta doação voluntária, praticamente não comprometerá  o orçamento deles, já que a maioria dos idosos recebem  apenas um salário mínimo.
            Em uma campanha nacional: Políticos! Adotem aposentados, durante o mandato e,  se aposentar como político, manter a contribuição voluntária. Uma  sugestão de escala para adoção seria:
Presidente:              06 aposentadorias = 06 X 937,00 = 5.622,00;
Senador:                 05 aposentadorias = 05  X 937,00 = 4.685,00;
Deputado Federal:  04 aposentadorias = 04  X 937,00 = 3.748,00;
Deputado Estadual: 03 aposentadorias = 03 X 937,00 = 2.811,00
Prefeito:                   02 aposentadorias = 02 X 937,00 = 1.874,00
Vereador                 01 aposentadoria    = 01 X 937,00  =   937,00.
            Diante dos altos salários mais os benefícios, estes valores não  farão falta  para o benfeitor, mas  para o eleitor, é tudo que conseguiu após longos anos de trabalho duro, mal remunerado e, muitas vezes, em condições precárias. Senhores políticos, ajudem aqueles que lhes ajudaram a realizarem o tão nobre sonho de trabalhar para   o povo.