terça-feira, 10 de janeiro de 2017

É preciso praticar

      Na infância, as crianças cristãs começam a frequentar  os cursos tracionais de sua igreja, e a elas, são transmitidos os 10 Mandamentos da lei de Deus, conhecido também como Decálogo, Tábuas da Lei. Pela fé, acredita–se que este conjunto de Leis, foi escrito por Deus e entregue à Moisés no Monte Sinai. São eles:
I-                 Amar a Deus sobre todas as coisas;
II-              Não tomar seu santo nome em vão;
III-          Guardar domingos e festas de guarda;
IV-            Honrar Pai e Mãe;
V-               Não matar;
VI-            Não pecar contra a castidade;
VII-        Não roubar;
VIII-     Não levantar falso testemunho;
IX-            Não desejar a mulher do próximo;
X-               Não cobiçar as coisas alheias.
       Se estas  dez regras fossem  praticadas à sério,  viver seria simples; brigas familiares,  revoluções e guerras, simplesmente não existiriam. Mas a realidade é outra,  seres humanos se  matando, com requinte de crueldade,  tendo como vítimas até bebês inocentes.
      A  família e a igreja estão falhando na transmissão  destas dez regras  básicas de convivência harmoniosa. É difícil acreditar, mas o noticiário tem provado diariamente que até um dos mais simples e fácil de cumprir:                “ Honrar pai e mãe” não está sendo cumprido. Filhos agredindo verbalmente e fisicamente e até assassinando aqueles que lhe deram à vida, e por motivos banais. Em algumas famílias, crianças com  uns sete anos de  idade, já tem como meta de vida, conseguir um  emprego,  atingir a maioridade e mudar para bem longe de seus progenitores e, muitos  o fazem, sem remorsos, acreditando estar dando adeus a uma vida em que desconhecia  a alegria e o companheirismo; sem negar, em que todas as noites,  ia dormir  de barriga cheia em uma cama  macia e quentinha.
        Longe do lar de origem,  com a vida estabilizada, muitos sequer, lembram da infância e adolescência  junto com os país. Outros têm vaga memória e sentem certo desconforto por não conseguirem sequer,  telefonar para os  pais em datas significativas como  natal, aniversário e outras. Eles têm recursos para isso, porém, a mágoa é maior do que o amor e o dever para com aqueles que lhe deram a vida e  dedicaram anos à sua criação. Tanto a família quanto a igreja devem  encontrar uma maneira de  ensinar  o Decálogo de maneira que tenha uma prática eficaz, para o bem de todos.




segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Dia do Fico

                             
            No dia 09 de janeiro de 1822, Dom Pedro I (1798-1834)  príncipe-regente do Brasil, que era na época um Reino Unido a Portugal e Algarves; pronunciou a célebre frase que fez com que esta data ficasse conhecida na história brasileira:  "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico”. A história prova que ele  ficou e, em 07 de setembro de 1822,  proferiu  o famoso grito: “Independência ou Morte!”  às margens do rio Ipiranga, e consolidou a Independência brasileira.  O monarca administrou o país durante dez anos e, segundo alguns pesquisadores, seu maior legado foi ter garantido a integridade territorial nacional.
            Dom Pedro I ficou,  garantiu a integridade territorial, proclamou a  Independência do Brasil, porém, não conseguiu acabar com a desigualdade social e a miséria crônica, que perdura até hoje, independente do governante; e não condiz com a realidade geográfica, já que é um país com  grandes extensões de  terras aráveis, rico em água potável e biodiversidade.
            Se a terra tem condições de alimentar todos os seus filhos dignamente, faz-se necessário, um esforço conjunto da família, igreja, escola e poder público,  para a formação de seres humanos melhores, comprometidos uns com os outros  e com o meio ambiente. A exemplo de  Dom Pedro I, que  optou por ficar, visando o bem estar  da nação, o povo brasileiro também deve priorizar o coletivo e permitir a permanência no poder, somente dos políticos comprometidos com a soberania nacional, com os  seus eleitores,  e fiéis as promessas de campanha, que nunca mudaram: saúde, educação, trabalho, moradia e transporte de qualidade para todos. Em um regime democrático, o povo  é   portador da arma mais eficaz: o voto.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Senhores políticos, adotem um aposentado

                     Não é novidade para ninguém que  os  salários dos políticos brasileiros  competem com os dos países do primeiro mundo e que  o salário mínimo é de míseros R$937,00 /2017; e o assunto exaustivamente divulgado pela mídia é  a reforma da Previdência e a possibilidade de que, em um futuro próximo, ela  não conseguirá arcar com os custos das aposentadorias.
            Diante da  perspectiva da quebra da Previdência, o ideal, seria que cada político, eleito  pelo voto popular, pensasse em seus eleitores  e repassasse  ao INSS,  um pouco do seu altíssimo salário para ajudar aqueles necessitados que contribuíram para que alcançasse o sonho de ser político e trabalhar pelo povo. Esta doação voluntária, praticamente não comprometerá  o orçamento deles, já que a maioria dos idosos recebem  apenas um salário mínimo.
            Em uma campanha nacional: Políticos! Adotem aposentados, durante o mandato e,  se aposentar como político, manter a contribuição voluntária. Uma  sugestão de escala para adoção seria:
Presidente:              06 aposentadorias = 06 X 937,00 = 5.622,00;
Senador:                 05 aposentadorias = 05  X 937,00 = 4.685,00;
Deputado Federal:  04 aposentadorias = 04  X 937,00 = 3.748,00;
Deputado Estadual: 03 aposentadorias = 03 X 937,00 = 2.811,00
Prefeito:                   02 aposentadorias = 02 X 937,00 = 1.874,00
Vereador                 01 aposentadoria    = 01 X 937,00  =   937,00.
            Diante dos altos salários mais os benefícios, estes valores não  farão falta  para o benfeitor, mas  para o eleitor, é tudo que conseguiu após longos anos de trabalho duro, mal remunerado e, muitas vezes, em condições precárias. Senhores políticos, ajudem aqueles que lhes ajudaram a realizarem o tão nobre sonho de trabalhar para   o povo.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Carinha de Anjo

                           O ano de 2016 terminou com alto índice de violência em todo país  e parece que 2017  quer superá-lo, como mostra diariamente a imprensa escrita e falada. Retornar ao lar, após um dia  exaustivo de trabalho, ligar a  televisão  e assistir noticias sobre chacinas, assaltos, corrupção no Poder Público, negligência médica, acidentes de trânsitos por imprudência e álcool  faz minar a esperança de dias melhores em qualquer cidadão e a possibilidade de sonhar com um tempo de paz  cai para 1%. Felizmente, está no ar desde novembro de 2016   uma novela leve, para assistir em família, antes de se entregar aos braços de Morfeu.
            Inspirada na telenovela mexicana Carita de Ángel, que por sua vez é um remake de uma  trama argentina  de autoria do roteirista e produtor Abel Santa Cruz  (Buenos Aires,1911 – Mar del Plata, 1995). Carinho de Anjo encanta pela interpretação das atrizes e atores mirins, cenários, figurinos e adereços, fotografia  e uma trilha sonora que contempla as cantigas populares e músicas antigas e de qualidades com arranjos modernos que  agradam pais e filhos.
            A autora  Leonor Corrêa e a supervisora geral  Iris Abravanel  estão de parabéns por oferecer  aos noveleiros de carteirinha,  um produto de qualidade que resgata a pureza da infância e  alia, beleza, simplicidade  e emoção! 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Dia de Santos Reis - 06 de janeiro

                     Uma das mais belas tradições profanas - religiosas, que, infelizmente está se perdendo  é a Folia de  Reis. Introduzida no Brasil pelos portugueses, ainda nos primórdios da formação da identidade cultural da  nação que surgia, fincou sua bandeira, principalmente nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo.
Sua origem  é incerta. Em pesquisa online, encontrou- se várias versões. A primeira afirma que  sua raiz está  em uma antiga tradição egípcia: a festa do Sol Invencível, que posteriormente foi adotada pelos romanos. Independente da origem,  é uma expressão religiosa popular que resgata a saga  dos três Reis Magos, Gaspar, Belchior e Baltazar que segundo a tradição católica, seguiram  a Estrela de Belém e  foram ao encontro do Menino Jesus que havia nascido e ofereceram à criança: ouro, mirra e incenso, presentes que simbolizavam a imortalidade, divindade e realeza.
Segundo a  tradição, 06 de janeiro, dia em que os Três Reis Magos visitaram o Menino Jesus, é o dia de desmontar o presépio  e  toda a decoração natalina e também, é o dia da entrega das folias de reis, que   voltará a percorrer as ruas e estradas das cidades e do sertão brasileiro, entoando seus cantos profanos/sagrados de porta em porta, buscando oferendas  no próximo Natal. Somente  quem  foi acorda  de madrugada ao som do canto peculiar dos foliões de Santos Reis, sabe o que  o  representa a perda desta tradição secular, porque é um espetáculo de rara beleza, simplicidade e fé.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Displicência

          Que a tecnologia   encurta distâncias,  disponibiliza informações e  torna a vida mais fácil, não resta a menor dúvida, mas, em excesso, acaba inibindo a reflexão sobre as questões da vida diária, as  trocas de informações e o repasse das tradições familiares, como os cuidados com os recém- nascidos.
No lar há predomínio tecnológico!  Enquanto alguns assistem televisão, outros estão ouvindo rádio,  conectados a internet,   postando fotos e curtindo posts, conversando no Whatsapp, que apesar de agilizar a comunicação entre as pessoas, a torna superficial e suscetível a  enganos e mal-entendidos. Atento a tudo que acontece no mundo virtual, a comunicação diária entre as pessoas, necessária para a harmonia da família acaba deficitária.
Sentar-se à mesa de uma sorveteira, com o celular desligado, e enquanto saboreia um delicioso napolitano, observar o ritmo da  rua e os transeuntes pode ser uma experiência rica  no quesito observação das mudanças de comportamento das pessoas, e o quanto elas não colocam em prática, o conhecimento adquirido na  escola, meios de comunicação de massa, revistas de informações  e nas redes sócias.
Enquanto a pessoa toma o sorvete, ás 15 horas, horário de verão, temperatura 35º, com uma sensação térmica de 38º, presencia-se   infrações de trânsito, assaltos e também, o  mais chocante: O distanciamento  entre  a teoria e a prática. Uma jovem mãe vai caminha tranquilamente com o seu bebê recém-nascido, com o rosto voltado para o sol escaldante, contando apenas com as sombras das   raras  árvores e das construções. A responsável pela criança, não se preocupou sequer em protegê-lo com um boné ou fazer uso da velha conhecida  das matriarcas amorosas e cuidadosas:  A sombrinha!
Os riscos de câncer de pele, são largamente discutidos na escola e, sempre na entrada do verão, dermatologistas e  oncologistas   são requisitados pela  mídia para falarem sobre os  benefícios e riscos do sol.O telespectador é bombardeado com propaganda de protetores solares que alertam sobre a necessidade de proteger a pele contra os raios ultravioleta, que apesar  dos seus benefícios, em excesso, são prejudiciais.
Que falta faz as avós tradicionais! Até os meados do século XX, elas eram  as principais responsáveis pelos cuidados com os bebês, e quando estes  saíam às ruas, além da   jovem mãe ser obrigada a usar a sombrinha,  ele tinha uma proteção extra que era um capeuzinho de algodão, em cor clara e a mamadeira com água, para hidratá-lo. E elas nem sabiam dos riscos de câncer de pele. Tinham apenas uma atitude de amor e cuidado com a frágil vida, que era o orgulho da casa e a certeza que a família continuaria por muitos e muitos anos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

De férias, fotografando

                  Férias é ótimo! Principalmente para os adultos, sem filhos, ou aqueles  cuja prole já   disse adeus ao ninho e voou  para bem longe para  dar continuidade à família sem a tutela dos progenitores. Mas para os  pais, que moram em apartamentos pequenos, sem espaço destinado a recreação, garantir a diversão das crianças, sem incomodar os vizinhos e desrespeitar as regras do condomínio pode ser uma tarefa quase impossível, principalmente, quando o orçamento familiar está apertado e Colônia de Férias, somente em sonhos. 
            O período de férias escolares é ideal para fortalecer os laços afetivos, divertir, descansar  e  também, ampliar o conhecimento de um jeito lúdico, sem cobranças e sem comprometer o orçamento. Diante da crise política e financeira que o  país atravessa, é um bom momento para ensinar economia doméstica, ao analisar  as possibilidades  para sair da rotina. Resgatar o antigo  hábito de escrever cartas é uma boa  opção em virtude do baixo custo, desenvolvimento da leitura e da escrita e do carinho envolvido em  toda correspondência pessoal.
Todas as formas de inscrição gráficas surgiram da necessidade humana de se comunicar e expressar  sentimentos.  Vasta literatura relata que o desejo do homem de comunicar-se à distância precedeu o uso da escrita e  faziam uso dos recursos disponíveis como os sinais de fumaça,  toque de tambores.
O  selo postal  contribuiu para o desenvolvimento da comunicação à distância, e pela seriedade  com que são emitidos, passando pelo crivo da Empresa Brasileira de  Correios e  Telégrafos, Ministério das Comunicações, Comissão Filatélica Nacional os selos postais conquistaram   as famílias  por ser um artefato que expressa graficamente um ato comunicativo; e é um eficiente  veículo de divulgação da cultura nacional no exterior e, com a criação dos selos personalizados, uma ferramenta  de fácil manuseio, de baixo  custo que ser ótima uma opção para  atividades diferentes com os filhos, nas férias escolares.
A democratização  da fotografia ocorreu  no século XIX, com o lançamento da primeira câmera comercial e do filme flexível. No final da década de 1980,  são lançadas as câmeras digitais  e com o advento da internet e  site de relacionamentos  é  largamente usada por crianças  e adolescentes que  postam  fotos pessoais  de familiares e amigos. Com o distanciamento que as crianças urbanas têm da natureza, e dos problemas ambientais enfrentados, uma opção de  diversão e conscientização, juntamente com os  responsáveis é fotografar os pequenos seres que tiveram que se adaptar  a vida nas cidades como os pardais, lagartixas  e outros.
A visão é  um dos sentidos mais aguçados dos seres humanos e  na sociedade atual, dominada pela imagem, acredita-se ser necessário  ensinar aos  filhos a leitura de imagens, sensibilizá-los e informá-los por meio da  beleza, mediado por fotografias de  profissionais especialistas em natureza e  de fotos produzidas por eles da biodiversidade local. Apresentar aos pequenos, fotografias, por exemplo,  de Luiz Cláudio Marigo e  Adriano Gambarini, é uma excelente oportunidade de direcionar o olhar  para a riqueza do bioma brasileiro; sem conhecimento  não  há amor e sem amor, não existe o cuidado necessário para com a terra.
Após   a pesquisa  online, convide os filhos para um trabalho de campo: Fotografar a fauna e flora urbana, não esquecer sequer das formigas, daquela  flor que desabrochou em um lugar improvável, como a  fenda  em um velho muro. Escolha a   foto mais significativa, vá com eles  a Agência Central de Correios e faça a um selo personalizado, estimule-os a escreverem  cartas aos parentes e amigos distantes;  além de fortalecer os laços de amizades, divulgar o trabalho da criança, todos os envolvidos terão a chance de  se conectaram com a beleza real da cidade,  que na correria diária, com os olhos fixos na tela do celular, passam despercebidos.  Pode ser uma opção de férias diferente e nem por  isso, menos divertida.