domingo, 29 de outubro de 2017

Novena, rosas e hibisco

                         Santa Terezinha das Rosas é uma  Santa  da Igreja Católica, muito amada  pelos fiéis. Faleceu jovem, vítima de uma terrível doença, que ela aceitou com resignação e muita fé em Jesus Cristo. Ao entregar sua alma   ao Criador, disse que faria  descer das alturas, continuamente, chuvas de  rosas,  ( graças celestiais).   Diariamente, são centenas de  milhares de pedidos de bênçãos e novenas à Santinha querida.  Amorosa e dedicada, Santa Terezinha, após receber  as novenas, envia uma rosa ao pedinte, como sinal de que atenderá o seu pedido, assim, ele acalma  o coração amargurado.
      Em momentos de grande sofrimento, quando não se tema mais ninguém a quem recorrer, as almas cansadas, depositam todas as esperanças no  santo de sua devoção. Com  Rosalinda  também foi assim.   Completamente só, sem amparo da família, do governo e dos amigos, recorreu à Santa; fez uma novena e ansiosamente aguardava receber, inesperadamente, uma rosa. O tempo passava e nada. Um dia  do nada, recebeu uma flor de hibisco vermelha. Em seu coração despedaçado   renasceu a esperança: Sua graça seria alcançada!!! Porém, após  o momento de euforia,  uma dúvida acabou com sua alegria: Será que a flor do hibisco  equivale a rosa? Seu pedido será atendido?  Pelo sim, pelo não, Rosalinda optou por acreditar que  a flor foi enviada por Santa Terezinha das  Rosas, e com  o coração pelo de alegria e gratidão, aguarda   a sua graça.

Novena das Rosas

Reza-se diariamente durante a novena: Santíssima Trindade, Pai, Filho e espírito Santo, eu Vos agradeço todos os favores e todas as graças com que enriquecestes a alma de vossa serva Santa Teresinha do Menino Jesus, durante os 24 anos que passou na terra.
E pelos méritos de tão querida Santinha, concedei-me a graça que ardentemente Vos peço (… faça aqui o pedido …) se for conforme a vossa santíssima vontade e para a salvação de minha alma.
E para finalizar: Pai-Nosso e Ave Maria


Rezam-se em seguida: 24 vezes “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos dos séculos. Amém!”
Pode-se acrescentar a cada “Glória ao Pai”, a jaculatória: “Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!”

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

A folha seca

               Sopra o vento e derruba uma folha seca da  frondosa árvore da praça. A primeira vista é tão insignificante... Mas o responsável pela limpeza pública resmunga: "A rua está cheia de folhas  secas!"  Para muitos é um problema, voa e suja a calçada, o quintal. Para a árvore que a deixou cair ela é muito relevante, já que cumpriu a sua missão. Foram poucos os seus dias de vida, mas foi muito útil. Ajudou na purificação do ar, embelezamento, sombra, e agora, deseja apenas fertilizar o solo  e fechar o seu ciclo, para que outro possa começar: o  da jovem folha que nascerá em seu lugar.
           A beleza que  encanta, principalmente no mundo virtual, é mera fantasia, tudo  que se faz  na espera de uma recompensa imediata, além de vazio, é passageiro.  O amor altruísta está nos pequenos atos. Outrossim, a folha seca  teve vida tão curta e essencial.  Em tão pouco tempo,  generosamente encerrou o seu ciclo e abriu  espaço para outro.
           E os seres humanos? Vivem em busca da perfeição e trabalham arduamente para a imperfeição, com atitude egoísta. O homem esqueceu que a vida é troca, que a generosidade atrai companheirismo, dedicação e responsabilidade social e ambiental.
                 É preciso aprender com a folha seca, o que realmente importa é a colaboração individual de cada um em prol da melhoria coletiva da humanidade e do meio ambiente e que todos possam viver em harmonia, cada um com a sua pequena responsabilidade.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Onde está Deus?

   Onde está Deus?

            Deus não está  no  mercado das crenças, nem no apelo abusivo do comércio natalino que faz uma profanização deste universo de símbolos: pinheiros e estrelas, animais e pastores, presépios variados. Deus nem sempre está nas igrejas e nem nas bibliotecas. Mas Ele está num coração que pulsa de amor. Esta é a sacralidade inviolável do Natal:   Deus está no seu grande projeto que é Humanizar-se, fazer valer o amor.
            Deus não está na violência e nem onde se atenta contra a vida. Deus não está no orgulho dos poderosos nem entre os caçadores de privilégios hierárquicos. Mas Ele está na leveza deste Menino,  Filho do Pai Eterno, a grande síntese das naturezas humanas e divinas.
            Ele está aqui na mais bela doação do Sim de José e de  Maria. Quando há disponibilidade, todo sonho é fecundo. Ele está aqui nesta Exposição: lugar do Bem e da Beleza. É o grande momento de refletirmos este presente que Ele nos  dá. O amor tem que ser Amado. A verdade e a Beleza têm que ser apreciadas. Este é  um lugar de Luz no meio das sombras humanas. A luz vale mais do que todas as trevas. Deus está aqui com você visitando estes Presépios e abraçando você com silêncio, paz, harmonia, serenidade, acolhendo você e passando-lhe onipresença, onipotência eterna para a fragilidade da criatura.
Frei Vitório Mazzuco Filho. OFM
Catálogo  14ª Exposição Franciscana de Presépios e Feira de Natal
Claustro do Convento de São Francisco/ 2004

                      

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O adeus do crisântemo

        Chegou minha  a hora    de partir! È  o  fechamento do meu efêmero ciclo de vida.  Com você, que cuidou de mim com carinho  e cuidado eu deixo uma  certeza: a vida sempre se renova e, para esta renovação, também quero contribuir: deixar-te-ei minhas sementes para serem plantas em qualquer lugar. Sou uma planta simples, bela e rude. Preciso de  pouco para florescer: Terra, água, o frescor do sereno da madrugada,  o calor da luz do sol  da manhã e a  carícia das brisas leves. 
        Levarei comigo a doce  lembrança das belezas das montanhas mineiras, do colorido das borboletas, besouros, abelhas e do  cantar dos pássaros e das cigarras, o mugido do gado distante, da sombra das ramadas das árvores vizinhas, do coaxar dos sapos na lagoa próxima.
          Que minhas sementes cresçam, floresçam e despertem a alegria interior dos transeuntes, cumprindo assim, a nossa missão que é fazer as pessoas, que apreciam nossa beleza, felizes.
         

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Súplica da natureza – Deixe-me viver!

                              Preservar a natureza mão é somente criar parque ecológico, reflorestar quilômetros    mais quilômetros de terra; participar de grupos de debates, enfim, tarefas do Governo e entidades  defensoras da  ecologia. É dever de todos nós. Observe o que existe à sua volta, e verá que há muito o que  fazer.  Dê atenção à árvores de sua calçada, as plantas de seu jardim, de seu apartamento, das praças da cidade. Não maltrate os animais, não atire pedras em passarinhos; não mate por matar, não destrua por destruir.  O ecossistema é a união de esforços de todos os seres vivos, dos insetos à onça pintada. Eles são responsáveis pelo equilíbrio e plenitude da vida. Faça justiça com as próprias mãos, plante e cuide de uma planta, não  delegue ao outro ou deixe para depois.                                                                                                        
            Por menor que seja a sua colaboração, ela é relevante e a natureza agradece. Que herança deixaremos aos futuros habitantes do “planeta azul”? Centenas de milhares de livros que falam sobre a abundância da vida de outrora?
           E eles? Não terão por acaso o direito de conhecer, pelos menos, substanciais amostras da natureza original da terra?
             O homem não criou a mais simples das espécies vivas, portanto, não deve destruí-las. Jamais esqueça!  O homem é  dependente  de todas as  pequenas vidas, assim, o cuidado com o planeta, é de responsabilidade de todos.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Hino da Independência do Brasil

07 de setembro de 1822- Proclamação da Independência do Brasil
Hino da Independência do Brasil
Letra por Evaristo da Veiga
Melodia por Dom Pedro I
A letra do hino está apresentada em sua forma integral[1]. As estrofes marcadas em negrito formam a versão compacta do hino, que é a frequentemente apresentada.

Já podeis da Pátria filhos
Ver contente a Mãe gentil;
Já raiou a Liberdade
No Horizonte do Brasil
Já raiou a Liberdade
Já raiou a Liberdade
No Horizonte do Brasil

Brava Gente Brasileira
Longe vá temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil,
Houve Mão mais poderosa,
Zombou deles o Brasil.
Houve Mão mais poderosa
Houve Mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil.

Brava Gente Brasileira
Longe vá temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

O Real Herdeiro Augusto
Conhecendo o engano vil,
Em despeito dos Tiranos
Quis ficar no seu Brasil.
Em despeito dos Tiranos
Em despeito dos Tiranos
Quis ficar no seu Brasil.

Brava Gente Brasileira
Longe vá temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Ressoavam sombras tristes
Da cruel Guerra Civil,
Mas fugirão apressadas
Vendo o Anjo do Brasil.
Mas fugirão apressadas
Mas fugirão apressadas
Vendo o Anjo do Brasil.

Brava Gente Brasileira
Longe vá temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Mal soou na serra ao longe
Nosso grito varonil;
Nos imensos ombros logo
A cabeça ergue o Brasil.
Nos imensos ombros logo
Nos imensos ombros logo
A cabeça ergue o Brasil.

Brava Gente Brasileira
Longe vá temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Filhos clama, caros filhos,
E depois de afrontas mil,
Que a vingar a negra injúria
Vem chamar-vos o Brasil.
Que a vingar a negra injúria
Que a vingar a negra injúria
Vem chamar-vos o Brasil.

Brava Gente Brasileira
Longe vá temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil:
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava Gente Brasileira
Longe vá temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Mostra Pedro a vossa fronte
Alma intrépida e viril:
Tende nele o Digno Chefe
Deste Império do Brasil.
Tende nele o Digno Chefe
Tende nele o Digno Chefe
Deste Império do Brasil.

Brava Gente Brasileira
Longe vá temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns oh Brasileiros,
Já com garbo varonil
Do Universo entre as Nações
Resplandece a do Brasil.
Do Universo entre as Nações
Do Universo entre as Nações
Resplandece a do Brasil.

Brava Gente Brasileira
Longe vá temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns; já somos livres;
Já brilhante, e senhoril
Vai juntar-se em nossos lares
A Assembléia do Brasil.
Vai juntar-se em nossos lares
Vai juntar-se em nossos lares
A Assembléia do Brasil.

Brava Gente Brasileira
Longe vá temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Referências Bibliográficas
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In: VEIGA, Evaristo da. Poesias de Evaristo Ferreira da Veiga. Rio de Janeiro: Officinas Graphicas da Biblioteca Nacional, 1915. p.105

domingo, 30 de julho de 2017

Diante do novo

                                           O novo sempre assusta, mesmo quando ele é esperando ansiosamente. A situação fica quase fora do controle, quando situações inesperadas acontecem, alheias à sua vontade e tendo que ser enfrentadas, assim, a alternativa mais plausível é respirar fundo, levantar a cabeça e enfrenta-las.
              Parece simples, mas não é, situações novas desencadeiam  uma série  de sentimentos, muitas vezes, confusos e, a pessoa em questão, acaba não sendo capaz de mostrar todo o seu potencial, a sua estratégia para resolver os problemas e assumir suas novas responsabilidades.
           Sendo a situação nova inevitável, vale tudo para  agir com aparente naturalidade,  coisas simples, como pedir auxílio ao seu anjo da guarda,  atividades de yoga, livros de autoajuda, alugar o ouvido dos  parentes e amigos ou se podendo, procurar especialista para ajudar a lidar com a ansiedade e insegurança. Só não vale deixar de viver o novo, perder oportunidades que podem render bons frutos profissionais e na conta bancária.  Dinheiro na carteira, não é segurança de felicidade, mas de conforto e praticidade, com certeza é.