Às vezes nem é necessário o diálogo para perceber o sofrimento do
trabalhador brasileiro, na eterna luta pelos seus direitos. Pode-se
observar uma Senhora com trajes modestos, mãos calejadas,
calcanhares dos pés rachados, rosto envelhecido, coberto de
manchas e rugas, características de quem trabalhou a vida toda sob um sol
escaldante. Vê-se nitidamente que ela está providenciando cópias dos
documentos para pedir aposentadoria. Deveria estar feliz, mas demonstra
preocupação. Mexe e remexe em sua bolsa puída, por fim, pergunta ao
funcionário em quanto já está o serviço porque acha que não terá dinheiro
suficiente para pagar a conta.
É lastimável que
em um país, que foi governado de 2003 até meados de 2016, pelo Partidos
dos Trabalhadores, um trabalhada idosa, não ter dinheiro sequer para tirar
as cópias dos documentos necessárias para dar entrada ao seu pedido de aposentadoria.
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Carestia crônica
Atualmente, a maioria das
papelarias oferecem o serviço de fotocópias, popularmente conhecido no
Brasil, como xérox, a marca da empresa fotocopiadora mais
conhecida e, na percepção da população, a melhor. Uma gama de pessoas procuram estes
estabelecimentos somente para tirar cópias e é comum, enquanto
espera atendimento, conversar com a pessoa à frente sobre as mazelas da
vida, e quando o assunto é aposentadoria, a queixa é sempre a mesma: morosidade e exigências.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Pilares trincados
Consensualmente
as mulheres modernas são consideradas fortes porque trabalham fora,
cuidam da casa, filhos, marido, pais idosos. Divorciadas, tornam-se arrimos de
família. Aparentemente nada as abalam. Ledo engano! Os pilares da
resistência feminina podem facilmente trincar em três situações!
Desprezo do homem amado, falta de dinheiro e doenças, principalmente dos filhos.
Entre as inúmeras tentativas para superar a dor do desprezo, a maioria
procura consolo no alimento. Chegam até a criar iguarias
hipercalóricas,exóticas como bolinho frito de fubá com berinjela e
alecrim. Comida: Uma tentação que proporciona um alívio rápido e
infelizmente, muitas se tornam comedoras compulsivas porque não conseguem se
desapegar daqueles homens primatas, que conheceram, que parecem ser os
últimos remanescentes das cavernas do Vale do Peruaçu, Botumirim e Lagoa
Santa, MG. E que só lhes proporcionaram dores e humilhações, já que as tratavam como
seres inferiores e que deveriam estar sempre disponíveis para servi-los. Até
aquele que arrepiou carreira e foi refugiar-se na barra da saia da mamãe,
quando a esposa propôs uma viagem,
somente o casal, como uma segunda
lua-de-mel, aquele tipo: “Sou um filho amoroso. Somente viajo se mamãe e minha
irmã forem”, conseguem exercer domínio sobre algumas mulheres, com
independência financeira porque são profissionais brilhantes, porém, carentes.
Gordas e
amarguradas, recorrem às amigas para lamentarem a sua triste sina.
Por que amam tanto o homem errado? Em situações assim, avós, mãe, irmãs e
amigas, não devem apoiar as queixas e sim, fazê-las perceber a diferença
entre amor e dependência emocional e que banquetes são bons, mas somente para
celebrar.
domingo, 15 de janeiro de 2017
Justiça com as próprias mãos
O
verão de 2017 está quente e não há que discorde, a maioria das pessoas porque
estão sentindo na pele e aqueles privilegiados, que desfrutam de ambientes com ar condicionado,
não arriscariam uma opinião diferente porque os boletins climatológicos os
desmentiriam. Sobre as mudanças climáticas, se formassem três filas, uma para reclamar, outra
para apresentar sugestões do que deve ser feito e a última,
para executar, com certeza, a
primeira se perderia de vista, a
segunda cairia para dez por cento e a última, pode ser que apareceria um ou dois corajosos, dispostos a lutar contra o
aquecimento global.
. Os moradores das cidades, ignoram o que aprenderam na escola sobre a
importância das árvores no ciclo da água, biodiversidade, produção de
alimentos e madeira para mobiliário e construção civil, industria naval
e muito mais. Se indagar às pessoas
urbanas, sobre a necessidade de mais árvores nas ruas, grande parte da
população terão na ponta da língua uma
resposta que demonstrará nenhuma preocupação
com o aquecimento do planeta e a resposta provavelmente será esta: Para
que? Arrebentar as calçadas? Arvore só
faz sujeira! Causa prejuízo aos
moradores porque caem sobre os carros, casas em dias de temporal.
Comparado com os benefícios das
árvores para a manutenção da vida no planeta, estes contratempos não deveriam
sequer ser citados, porque sem elas, a espécie humana perece. Além da beleza e sombra, elas absorvem o gás
carbônico emitido pelos carros e outras atividades
humanas, equilibram a temperatura, aumentam a umidade do ar, filtram a poluição,
atenuam a poluição sonora, reduz o estresse, amenizam a força do vento,
protegem o lençol freático, servem de habitat para pássaros e insetos,
As árvores não precisam do homem,
mas o homem precisa delas para viver,
assim, protegê-las, não é somente responsabilidade do poder público e de ambientalistas, mas um dever de todos os cidadãos comprometidos
com a vida na terra. É hora de fazer justiça com as próprias mãos. Plante e
cuide de uma árvore, na sua calçada, no seu quintal. Moradores de apartamentos
também podem dar a sua contribuição, mesmo que seja apenas com um pequeno vaso
com uma espécie de suculenta, que é fácil de cuidar, embeleza e alegra o
ambiente.
sábado, 14 de janeiro de 2017
Cachorro, cano e crianças
Os síndicos e zeladores são unânimes
ao afirmarem que os três principais problemas em prédios residências começam com a letra C.
São eles: Canos - problemas com vazamentos
em canos causa transtornos
ocasionais e, que além dos problemas acarretados aos moradores, com a falta de
água, já quem em situações assim, o registro tem que ser fechado, a
contabilidade também é atingida em virtude da compra de material para o reparo
e a contratação de encanador.
Crianças - É sabido que para o desenvolvimento
saudável os pequenos precisam de espaço
para correr, brincar, cair e levantar, porém, muitos edifícios não dispõem de
área destinada ao lazer infantil e síndicos, zeladores e demais funcionários
são sobrecarregado com as reclamações
dos outros condôminos e as mais comuns
são: Música no último volume, gritos,
brigas, jogo de bola, dentro do apartamento. E, nas dependências os problemas continuam: Tocam as campainhas,
correm pelos corredores e escadas, fazem do elevador pula-pula, riscam carros,
esvaziam pneus, e muito mais. As dificuldades de convivência não são
minimizadas quando as queixas chegam aos pais, porque, estes não acreditam nas
peraltices dos filhos e, assim sendo, não os orientam quanto a importância das
regras de boa convivência e os problemas
continuam para o desespero do zelador.
Cachorros - Nem todas as pessoas
apreciam a companhia dos caninos, uns tem medo, outros alergia e os demais,
simplesmente, preferem conviver somente
com a sua espécie, e não existe nada de errado nisso; as diferenças de gosto e
opinião é que dão colorido à vida.
Parece simples mas não é, já que
os proprietários dos animais têm certa dificuldade de entender que as pessoas
são diferentes e impõem a presença de
seu bichinho de estimação sem se
preocuparam com a natureza da espécie e
suas necessidades fisiológicas.
Moradores de prédios pequenos, sem
síndico e zelador, são os que mais sofrem com os cães dos vizinhos. Ao abrir a porta da sala pela manhã,
já encontram o território todo marcado, sem falar no cheiro forte de urina e
fezes. As reações são diferentes: Uns apenas ignoram e seguem o seu caminho
irritado e vão reclamar com os colegas de trabalhos. Outros tocam a campainha do proprietário e os outros
moradores são despertados ao som de vozes alteradas. Existe também aqueles
que procurar resolver o problema pelo
lado mais prático. Recolhe a sujeira, joga água e desinfetante no corredor
e tem prejuízo dobrado, o custo com
material de limpeza específico, e o
desconto no salário porque chega
atrasada ao trabalho.
Dos três problemas, o mais difícil de se resolver é o de canos, já
que envolve profissionais especializados e dinheiro, nem sempre disponível no
caixa do condomínio. Os outros, seriam fácil,
se país e proprietários de animais
entendessem que o direito deles termina quando começa o do outro. Latido
de cachorro, choro e risos de criança, são inevitáveis e merece compreensão de
todos, porém, traquinagens de meninos
mal educados e dejetos de animais, ninguém merece!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
O Caso trágico do filhote de urubu
Quem convive com crianças e
adolescente sabe que a última moda, nas escolas públicas são os projetos de meio ambiente, visando
conscientizar a garotada da importância
da natureza e da responsabilidade de todos para a garantia da qualidade de vida
de seus descendentes e dos descendentes
de seus descendentes. A molecada
saem às ruas pedindo garrafas pet, latas de refrigerantes, cervejas,
embalagens longa vida, revista e
jornais, para trabalhos escolares ou para vender e arrecadar dinheiro para grafitar
o muro da escola, por exemplo. Louvável!
Moradores das proximidades das
escolas, sem filhos em idade escolar, e envolvimento com os projetos, têm o
distanciamento afetivo e discernimento necessário para analisar estas iniciativas
de maneira objetiva e realista e, podem
afirmar com propriedade que o distanciamento entre teoria e prática é de
milhares de anos luz em muitas escolas.
Geralmente, na culminância do
projeto, as famílias, imprensa e a comunidade
em geral, são convidadas e, apesar
dos discursos sobre a importância de preservar o meio ambiente, o espaço físico da escola mostra o contrário. As paredes estão sujas,
rabiscadas, cadeiras quebradas e escritas, com caneta e até corretivos,
banheiros danificados, lixo no chão e o pior, usam
excesso de material, para dizer que é preciso reduzir o consumo. No decorrer do
ano, os vizinhos presenciam outros
distanciamentos entre discurso e
prática, como o caso do filhote de
urubu.
Em uma escola, com o muro grafitado,
cujo tema era: “Preservação da Natureza”
ninguém sabe como, apareceu um filhote de urubu, que ainda não sabia voar,
no estacionamento da escola. E estranhamente, não recebeu a atenção devida, por ser um ser vivo,
indefeso e essencial, porque são os
melhores faxineiros da natureza. Sem eles, doenças decorrentes da lenta decomposição de animais mortos,
propagariam com rapidez prejudicando a todos os animais silvestres
e domésticos, inclusive os seres humanos.
A história do visitante
inusitado e a providência da escola se
espalhou rápido. Telefonaram para a Polícia Florestal buscá-lo. Dizem, que ela
pediu que alguém o entregasse na Sede e
está providência não foi tomada e o pobre filhote morreu de fome, sede e medo. O
corpo docente e discente fala, em preservação, porém, delegam a tarefa somente aos Órgãos Públicos e, quando
apareceu a oportunidade, de ensinar com
a prática, infelizmente, os educadores ignoram a máxima popular “ Os exemplos
falam mais do que as palavras”. Se, com a ajuda de alguns alunos, um professor
tivesse pegado o filhote com cuidado, e entregado-o a uma Instituição especializada,
teria tido uma atitude responsável, que os educandos iriam reproduzir em
suas vidas e repassá-la aos seus filhos
e netos, afinal, palavras o vento leva e
os exemplos se assimila e pratica. Faltou
atitude!
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Políticos e eleitores
Se
fosse de interesses dos políticos brasileiros trabalharem para melhor à Saúde
Pública brasileira, eles procurariam uma
Unidade de Pronto Atendimento ( UPA) e constatariam que de pronto, somente o nome porque os pacientes esperam em média
oito horas para serem atendido, em casos simples, como torções, gripe, sinusite
etc.
Além de sentir na pele, a demora no atendimento, eles ainda teriam a
oportunidade de conversar com os seus
eleitores, de igual para igual, uma vez que todos estariam na fila de espera
para atendimento médico, passando mal,
muitas vezes com fome e sozinhos.
Durante a longa espera, ele poderia
ouvir o lamento de um trabalhador rural,
com mais de 75 anos de idade, que começou a labuta com a enxada nas mãos aos sete anos de idade, debaixo de chuva fria ou sol escaldante e, em virtude dos
baixos salários pagos na zona rural,
sequer conseguiu comprar um casinha
modesta, na periferia, para o repouso do
corpo cansado e sem força na velhice.
Sua energia ficou na saca de feijão,
arroz, milho, café que alimentou do mais pobre ao mais rico do país e,
agora, com tantos janeiros nas costas,
com uma pequena aposentadoria que mal dá para o sustento da casa, quase tem que
implorar por atendimento médico e
remédios de amostra grátis, porque nas
farmácias públicas, estão sempre em falta e com a renda mensal que tem, ou
compra comida e paga o aluguel ou avia a receita. Escolha difícil!
Se os políticos brasileiros sentissem na pele, a dura realidade dos idosos, ouvissem de coração aberto a história
de suas vidas permeadas de muito
trabalho e carestias, talvez criassem
políticas públicas que propiciassem a
todos uma vida digna, na qual, a aposentadoria do trabalhador rural desse
para suprir as necessidades básicas de moradia, alimentação, saúde e até
lazer. Aquele que trabalhou na lavoura, alimentou milhares
de pessoas e, na velhice, passar fome
é uma vergonha nacional!
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
The Voice kids
Dia 08 de janeiro de 2017, iniciou
a segunda temporada do The Voice
Kids sob o comando de André Marques, que
se saiu bem, porém o carisma e a doçura do Tiago leifert deixou
saudades imensas nos
telespectadores e a esperança de que
ele assuma a terceira temporada. Foi um
espetáculo de talento, emoção e fofura!
As
treze crianças que se apresentaram, mostraram a que vieram:
surpreender os adultos esbanjando
técnica vocal, repertório de qualidade, domínio de palco, beleza, simpatia,
simplicidade e carisma. Enquanto alguns pais, educadores, algumas mídias estão
oferecendo às crianças, músicas com forte apelo sensual entre outras
influências impróprias à idade, a produção do The
Voice Kids, 2ª temporada, jurados e demais envolvidos chegou para engrandecer a
cultura musical brasileira. O telespectador pode apreciar meninas e meninos,
menores de quinze anos cantando com maestria, canções que fizeram sucesso nas
vozes de grandes intérpretes, com destaque para:
Elis
Regina e Tom Jobim: Águas de março;
Elis
Regina; Maria, Maria;
Nalva
Aguiar: Beijinho doce;
Roberto
Carlos: Splish Splash;
Victor
e Léo, Michael Jackson entre outros
grandes sucessos.
Desde a mais tenra idade as crianças
estão expostas a todos gêneros musicais,
e a maior influência vem das mídias
modernas: rádio, televisão, internet e cabe aos responsáveis pelos menores,
filtrarem o que é adequado à faixa
etária e que irá contribuir de maneira positiva na formação da identidade do
menor porque, com bem disse Éça de Queiroz (1845-1900) “ São os hinos que fazem
as revoluções!”
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